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Cruzeiro do Sul

Polícia diz que Rian e Thiago foram executados com marteladas e tiveram os corações arrancados em Cruzeiro do Sul

Por Redação Juruá 24 horas 28/05/2025 16:53 Atualizado em 28/05/2025 16:53
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A Polícia Civil do Acre, por meio do Núcleo Especializado de Investigação Criminal (NEIC), confirmou nesta quarta-feira (28) a descoberta de dois corpos enterrados em covas rasas em uma área de mata no final da Rua São Paulo, em Cruzeiro do Sul. As vítimas, identificadas como Rian e Thiago, estavam desaparecidas e foram encontradas com sinais de extrema violência.

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Segundo o delegado Everton Carvalho, os dois jovens foram executados com marteladas na cabeça e tiveram os corações arrancados. No caso de Thiago, a crueldade foi ainda maior: ele teve também a cabeça decepada.

“São crimes com requintes de crueldade, executados por membros de uma facção criminosa que atua na região. Infelizmente, isso mostra o grau de violência que estamos enfrentando”, disse o delegado.

Como os crimes aconteceram

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De acordo com a investigação, Thiago foi morto entre os dias 22 e 23 de maio, após ser acusado por membros da facção de furtar fios de cobre de um posto de saúde. Já Rian foi executado entre os dias 26 e 27, por suposto envolvimento em um caso de estupro de vulnerável. Em ambos os casos, os chamados “tribunais do crime” teriam decretado a morte das vítimas.

A polícia chegou até os corpos após o desaparecimento de Rian ser registrado oficialmente. Durante buscas em áreas conhecidas por serem usadas por criminosos, os investigadores encontraram as covas. A de Rian foi localizada primeiro, e logo em seguida, a de Thiago.

Prisões e investigação

Três suspeitos já foram presos, entre eles dois menores de idade e um adulto. Os adolescentes serão apresentados ao Ministério Público, que pode pedir a internação. O terceiro suspeito será encaminhado à Justiça.

O delegado Everton Carvalho aproveitou para fazer um alerta à população:

“As pessoas precisam entender que facção não é justiça. Quem procura esses criminosos para resolver problemas também será responsabilizado. O poder de punir é do Estado, e não de grupos armados”, reforçou.

Apoio das equipes

A operação contou com o apoio do Corpo de Bombeiros e do Instituto Médico Legal (IML), responsáveis pela retirada dos corpos das covas e pelo início dos trabalhos periciais.

A Polícia Civil segue investigando o caso, e novas prisões podem ocorrer nos próximos dias.

Redação Juruá24horas 

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