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Acre

Acusada de matar irmão com mais de 30 facadas no Acre se torna ré por homicídio qualificado

Por Redação Juruá 24 horas 30/06/2025 15:21 Atualizado em 30/06/2025 15:21
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A 1ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar do Tribunal de Justiça do Acre aceitou a denúncia do Ministério Público do Acre (MP-AC) e tornou ré Camila Arruda Braz, de 37 anos, presa em flagrante por matar o irmão Ramon Arruda Braz, de 47, em Rio Branco, no último dia 3.

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Na denúncia aceita pela Justiça, o MP classificou o crime como ‘homicídio qualificado cometido mediante traição, emboscada, ou dissimulação,’. Neste crime, trata-se do ato de Camila ter enganado o irmão, escondendo a intenção de matá-lo e também impossibilitando que ele se defendesse das facadas.

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A decisão assinada pelo juiz Fábio Alexandre Costa de Farias fixou prazo de 30 dias para o agendamento da audiência de instrução. Camila tem o prazo de dez dias para apresentar resposta escrita à acusação, por intermédio de advogado ou da Defensoria Pública.

Como o processo tramita em segredo de justiça, o g1 não conseguiu contato com a defesa da acusada.

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Ainda no documento, o juiz solicitou que o Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac) encaminhe o prontuário médico da acusada.

Entenda o caso

Ramon Arruda e Camila (esq.) com a mãe e as irmãs em abril deste ano durante ensaio fotográfico — Foto: Reprodução

O crime ocorreu na Avenida Noroeste, no Conjunto Tucumã, no dia 3 de junho. Segundo a família, antes de chamar o irmão no quarto, Camila trancou as portas e janelas da casa, possivelmente para dificultar a saída da vítima e também a entrada de outras pessoas. A filha dela, de 6 anos, estava na casa e presenciou todo crime.

Camila e Ramon moravam com a mãe, de 64 anos. A idosa não estava na casa no momento do crime. Segundo uma parente, Camila usou uma faca e desferiu 37 golpes no irmãoDoze golpes atingiram o coração da vítima.

Quando a polícia chegou após o acionamento dos vizinhos, Camila foi algemada e colocada na viatura da PM-AC. A filha dela foi socorrida por moradores até a chegada dos familiares. Conforme a parente, uma testemunha relatou que a menina ficou abalada.

Conforme a família, a mulher tem laudo de transtorno de bipolaridade, chegou a fazer tratamento no Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac), mas estava sem acompanhamento e sem tomar a medicação há algum tempo antes do crime.

Desde o crime, a mulher está presa na penitenciária feminina em Rio Branco.

g1

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