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Acre

Homem que ameaçou frigorífico em áudio se retrata e diz que CV não tem ligação com o caso

Por Redação Juruá 24 horas 19/06/2025 08:56 Atualizado em 19/06/2025 08:56
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Foto: Asscom/ICMBio

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O mesmo homem que se passou por um faccionado e fez várias ameaças ao dono do frigorífico onde estão dezenas de cabeças de gado apreendidas durante a Operação Suçuarana se retratou publicamente por meio de áudios enviados em grupos de WhatsApp.

Nos áudios anteriores, divulgados pelo ContilNet, ele se identificava como integrante do Comando Vermelho e dizia que iria entrar no estabelecimento para “metralhar todo mundo”. Desta vez, o tom da conversa foi diferente: o homem afirmou que a facção citada não tem qualquer ligação com as ameaças de invasão ao local.

“Ó galera, eu tô aqui pra retratar esses áudios anteriores que eu passei, entendeu? Falando sobre o frigorífico aí que abateu o gado da minha família e eu tava matando. E eu meti aí a organização do Comando Vermelho no meio. E ele não tem nada a ver, eu falei isso porque eu tava de cabeça quente, entendeu? O Comando Vermelho não tem nada a ver com isso, entendeu? Eu falei isso com cabeça quente porque o Estado ‘fila da puta’. O Estado opressor que só presta pra oprimir, chegaram nas terras dos meus parentes e levaram tudo, entendeu?”, disse.

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“Quero deixar bem claro aqui que o Comando Vermelho não tem nada a ver com isso, entendeu? Eu usei isso com a cabeça quente, tudo certo? O problema é o Estado, que é o opressor”, acrescentou.

Por fim, ele pediu desculpas pelos áudios.

“E outra, que o pessoal também do frigorífico aí estava com gado apreendido, abatido, que fique tranquilo, entendeu? Por conta que, se eles estão fazendo isso, é porque o Estado opressor está obrigando, né? Então peço desculpas aí a todos e usei isso porque eu estava com a minha cabeça muito quente por conta que era minha família, mas é isso aí”, finalizou.

Lugar foi invadido

Segundo informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ainda na madrugada de terça-feira os criminosos destruíram o muro e arrombaram o cadeado do frigorífico onde os animais estavam sob custódia. O gado, que havia sido retirado da Reserva Extrativista Chico Mendes por estar sendo criado ilegalmente, seria abatido e destinado à merenda escolar de crianças da região.

O instituto classificou o episódio como uma tentativa de obstruir as ações de fiscalização contra a criação irregular de gado em terras públicas da União. Além disso, relatou que o proprietário do frigorífico, que vinha colaborando com as autoridades, tem recebido ameaças de morte.

O caso será investigado pela polícia, já que se trata de um crime federal por impedir a atuação da fiscalização ambiental. O ICMBio informou que está tomando todas as medidas cabíveis para garantir a continuidade da operação e punir os responsáveis pela invasão e furto dos animais.

Por Contilnet 

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