Início / Versão completa
Notícias

No Amazonas, Justiça condena responsável por desmatamento ilegal em quase R$ 2 milhões

Por Redação Juruá 24 horas 09/06/2025 06:56 Atualizado em 09/06/2025 06:56
Publicidade

A Justiça Federal condenou um homem por desmatamento ilegal no município de Apuí, no sul do Amazonas. A decisão, atendendo a pedido do Ministério Público Federal (MPF), obriga o réu a recuperar a área degradada e a pagar quase R$ 2 milhões em indenizações por danos materiais e morais coletivos.

Publicidade

Segundo a sentença, o homem foi responsável pela destruição de 180 hectares de floresta amazônica no Projeto de Assentamento Juma — o equivalente a cerca de 180 campos de futebol. A ação foi considerada uma grave violação ao meio ambiente, uma vez que não houve autorização legal para o desmatamento.

A Justiça determinou que o responsável elabore e execute um Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad), com acompanhamento de profissional habilitado e aprovação do órgão ambiental competente. “A reparação integral do ambiente degradado é medida de ordem pública”, destaca um trecho da decisão, que reforça a importância do retorno da área às suas funções ecológicas originais.

Com base em nota técnica do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o valor estipulado para recompor a área devastada foi de R$ 1,9 milhão. Além disso, o réu deverá pagar R$ 96 mil por danos morais coletivos.

Publicidade

“A supressão ilegal de extensa área da floresta amazônica viola o direito difuso ao meio ambiente equilibrado, causando sentimento de afronta à coletividade e à ordem jurídica”, afirma outro trecho da sentença.

Os valores das indenizações serão revertidos para um fundo público, que será definido na fase de execução da sentença. O caso reforça a atuação do MPF e da Justiça na responsabilização por crimes ambientais na região amazônica.

Por Ac24horas 

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.