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Acre

Com mais de 3 mil casos, Acre registra uma das maiores taxas de furto e roubo de celulares do Brasil

Por Redação Juruá 24 horas 30/07/2025 08:57 Atualizado em 30/07/2025 08:57
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O Acre registrou uma das maiores taxas de roubos e furtos de celulares do Brasil em 2024. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o estado teve 3.286 ocorrências e alcançou uma taxa de 373,1 casos por 100 mil habitantes, o que o posiciona entre os dez estados com maior incidência desse tipo de crime no país.

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Apesar da redução nacional, os números reforçam o alerta sobre a vulnerabilidade da população acreana frente aos crimes patrimoniais, especialmente os que envolvem o furto ou roubo de celulares, que continuam entre os mais frequentes nas estatísticas criminais brasileiras.

Roubo e furto de celulares caem no Brasil, mas continuam elevados

Em 2024, o Brasil registrou 374,7 mil roubos de celulares e 476,1 mil furtos, conforme os dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Ambos os índices representam uma queda em relação a 2023, seguindo uma tendência de diminuição nos crimes patrimoniais, embora ainda em patamares preocupantes.

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A redução ocorre em meio a uma mudança no perfil da criminalidade: o crescimento dos golpes virtuais e estelionatos, que somaram mais de 2 milhões de registros no ano, o maior número desde 2018.

Dinâmica dos crimes: horários, locais e mudanças nos registros

Os roubos de celulares ocorrem majoritariamente durante os dias úteis, com maior concentração entre 18h e 23h, especialmente no pico das 19h às 20h. A maioria acontece em vias públicas (80%), com os demais casos distribuídos entre estabelecimentos financeiros, residências e transporte público.

Os furtos, por outro lado, têm maior incidência nos fins de semana, com destaque para sábados (18%) e domingos (16%). Assim como os roubos, a maior parte dos furtos ocorre em via pública (43,7%), seguida por estabelecimentos comerciais (14,6%), residências (12,8%) e transporte público (11%).

A queda nos registros pode ter relação com uma mudança de classificação pelas polícias civis: casos em que o criminoso utiliza bicicleta ou motocicleta podem estar sendo registrados como furto, e não roubo, o que influencia os indicadores.

Comparativo com outros estados brasileiros

O Amazonas lidera o ranking nacional com 35.607 ocorrências e a maior taxa do país: 831,7 por 100 mil habitantes. Em seguida, estão o Distrito Federal (22.402 casos e taxa de 751,0) e o Amapá (5.695 casos e taxa de 709,4).

A Bahia registrou o maior número absoluto, com 61.702 ocorrências, e uma taxa de 415,5. O estado de São Paulo, com 270.488 registros, teve uma taxa de 588,4, a maior entre os estados mais populosos.

Confira abaixo os dados dos demais estados:

Alagoas: 8.876 ocorrências — taxa de 275,6

Ceará: 34.392 — 372,5

Espírito Santo: 17.296 — 421,6

Goiás: 18.556 — 252,4

Maranhão: 27.847 — 397,2

Mato Grosso: 10.096 — 263,2

Mato Grosso do Sul: 6.517 — 224,6

Minas Gerais: 44.826 — 210,2

Pará: 50.157 — 578,9

Paraíba: 5.256 — 126,8

Paraná: 32.368 — 273,7

Pernambuco: 45.037 — 472,1

Piauí: 14.199 — 420,6

Rio de Janeiro: 58.813 — 341,5

Rio Grande do Norte: 16.005 — 464,4

Rio Grande do Sul: 15.063 — 134,1

Rondônia: 11.478 — taxa inconsistente no relatório (verificar)

Roraima: 2.625 — 366,2

Santa Catarina: 20.600 — 255,6

Sergipe: 7.576 — 330,7

Tocantins: 4.041 — 256,2

Por Ac24horas 

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