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Acre

Estudos da bioceânica que passará pelo Acre serão concluídos em até dois anos, diz Tebet

Por Redação Juruá 24 horas 10/07/2025 06:31 Atualizado em 10/07/2025 06:31
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O Ministério do Planejamento e Orçamento anunciou que os estudos de viabilidade da ferrovia bioceânica, que terá trecho passando pelo estado do Acre, deverão ser concluídos em até dois anos. A informação foi apresentada nesta quarta-feira, 09, pela ministra Simone Tebet, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).

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A ferrovia faz parte do projeto das Rotas de Integração Sul-Americana, iniciativa estratégica do governo federal que busca fortalecer a conexão entre o Brasil e países vizinhos da América do Sul. O traçado proposto ligará o município de Lucas do Rio Verde (MT) ao Porto de Chancay, no Peru, atravessando os estados de Mato Grosso, Rondônia e Acre antes de alcançar a fronteira.

Os estudos serão realizados com apoio técnico da China, por meio de um memorando de entendimento firmado com o China Railway Economic and Planning Research Institute. A estatal Infra S.A., vinculada ao Ministério dos Transportes, será responsável pela condução dos trabalhos. A cooperação prevê a entrega do estudo em cerca de 18 a 20 meses, sem custos para o governo brasileiro.

Segundo Tebet, a expectativa brasileira era concluir os estudos de viabilidade em até dez anos, mas a proposta chinesa reduz esse prazo para cerca de dois anos, o que acelera significativamente o planejamento da nova infraestrutura. “Serão de 18 a 20 meses dedicados à elaboração do projeto de viabilidade e, a partir daí, caberá ao próximo governo decidir sua implementação. Ainda assim, considero um presente que todos nós, Congresso Nacional e a política brasileira como um todo, podemos entregar ao Brasil”, explicou.

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A ministra esclareceu que se trata de um memorando de intenção com custo zero para o Brasil, aproveitando a experiência chinesa em infraestrutura. Ela enfatiza que essa colaboração não está ligada à Rota da Seda e não implica dívida para o Brasil, sendo apenas um estudo executivo que não vincula o país à construção futura da ferrovia. Trata-se de uma alternativa estratégica ao canal do Panamá, reduzindo em até 10 mil quilômetros e três semanas o tempo de transporte entre o Brasil e a Ásia, especialmente para grãos, carnes, manufaturados e insumos industriais.

A China, disse Tebet, participa por ter interesse próprio em logística eficiente para suas importações. “Nós vamos ganhar esse projeto e nós não vamos ganhar porque a China é boazinha. Nós vamos ganhar porque a China tem interesse de comprar mais barato, de comprar mais rápido. Ela precisa alimentar o seu povo. A Ásia precisa alimentar seu povo. Então, se o Brasil conseguir fazer ferrovias, que é o transporte mais seguro, mais rápido, mais econômico, para ela interessa”, afirmou a ministra.

Por Ac24horas 

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