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Acre

Jovem que matou família se referia a vítimas como “personagens de jogo” e planejava dar corpos aos porcos

Por Redação Juruá 24 horas 02/07/2025 08:29 Atualizado em 02/07/2025 08:29
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Novas informações chocantes reveladas pela Polícia Civil mostram que o adolescente de 14 anos que matou o pai, a mãe e o irmão de 3 anos em Itaperuna (RJ) se referia às vítimas como “personagens de jogo” e pretendia dar os cadáveres aos porcos para dificultar a investigação. A ideia macabra foi discutida em mensagens com a namorada virtual, de 15 anos, que também foi apreendida nesta segunda-feira (1º de julho), no Mato Grosso.

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De acordo com o delegado Carlos Augusto Guimarães, o casal trocou mensagens com teor cruel e perturbador, debatendo como fazer os corpos desaparecerem. A jovem, que mantinha um relacionamento virtual com o garoto há cerca de seis anos, teria inclusive planejado matar a própria mãe.

A motivação para o triplo homicídio seria o impedimento dos pais do adolescente em permitir que ele conhecesse a garota pessoalmente. A adolescente, segundo a polícia, não era aceita pela família. Ela teria acompanhado parte do crime por videochamada e chegou a receber imagens das vítimas ensanguentadas durante os assassinatos.

Perfis violentos e papel da namorada virtual

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Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (1º de julho), o delegado Carlos Augusto Guimarães, titular da 143ª Delegacia de Polícia de Itaperuna, destacou que os perfis do casal nas redes sociais já exibiam sinais de alerta, com referências a conteúdos violentos e filmes sobre assassinatos. “A análise das conversas no Instagram mostra exposição frequente a esse tipo de material”, afirmou.

A adolescente teve papel determinante nos crimes, segundo Guimarães. “Ela não só planejou, como induziu e instigou o namorado a agir. Em mensagens, dizia que ele precisava provar que era ‘homem’ se quisesse vê-la pessoalmente”, declarou o delegado.

Os dois se conheceram quando tinham cerca de 8 anos, em jogos online. O namoro virtual ganhou força no último ano, mas a distância e a proibição dos pais aumentaram a tensão. A adolescente chegou a dar um ultimato: se não se encontrassem pessoalmente, o relacionamento acabaria.

Conversas resgatadas pela polícia mostram que o plano do casal incluía viajar de Itaperuna até Água Boa (MT), onde a garota vive, e até mesmo matar a mãe dela. O adolescente ainda cogitava vender pertences da família ou usar valores do FGTS do pai, morto no crime.

Cena do crime, crueldade e indícios financeiros

O adolescente que matou a família se referia às vítimas como personagens de um jogo violento — banido na Austrália— no qual irmãos cometem crimes em conjunto. Embora não jogassem o game, consumiam vídeos sobre ele no YouTube. Após o crime, o garoto enviou uma foto da família morta para a namorada, que respondeu com desprezo: “Senti nojo. Você tá online e não me responde?”. Em outro trecho, ele diz “matei meu pai”, e ela ordena: “Atira nela agora”, referindo-se à mãe.

A dupla ainda considerou simular um acidente, colocando a arma na mão do irmão mais novo. Também debateram formas de esconder os corpos, incluindo dar os cadáveres aos porcos. A ideia de matar a avó também surgiu, mas foi descartada por medo de chamar atenção demais. Mesmo após o crime, o casal continuou trocando mensagens amorosas. Em uma delas, a jovem escreve: “Nunca pensei que alguém faria isso por mim”.

Segundo laudo preliminar, cada vítima levou um tiro na cabeça. A arma usada era um revólver calibre 38 pertencente ao pai do garoto. Ele teria ingerido suplemento pré-treino para ficar acordado e executou os pais e o irmão durante a madrugada de 21 de junho.

O crime só veio à tona três dias depois, quando a avó procurou a polícia relatando o desaparecimento da família. O garoto tentou despistar os agentes com uma versão falsa, dizendo que os pais tinham levado o irmão ao hospital. Mas, ao vasculhar a casa, os policiais encontraram sangue e cheiro forte de decomposição vindo da cisterna, onde os corpos estavam.

Além da motivação emocional, os investigadores apuram se o adolescente que matou a família também agiu por interesse financeiro. Uma pesquisa no celular dele perguntava “como receber FGTS de falecido”, e o valor em nome do pai seria de cerca de R$ 33 mil. O garoto chegou a agendar um Pixpara tentar comprar passagem para o Mato Grosso, onde pretendia morar com a namorada. Ele também demonstrava planos de conseguir um emprego após o crime.

A mãe da adolescente, ao ser informada sobre a investigação, disse à polícia que a filha era “exemplar”, com boas notas e comportamento irrepreensível. Desde a última segunda-feira (30 de junho), a jovem está apreendida na Delegacia de Água Boa (MT), à disposição da Justiça. Já o garoto está internado no Centro de Socioeducação (CENSE) de São Fidélis, onde responderá por ato infracional análogo a triplo homicídio. A investigação segue em andamento para apurar o grau de envolvimento da adolescente e se há outros envolvidos no planejamento.

Por Contilnet 

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