Protesto em Eirunepé: ex-moradores da Estrada do Xidá cobram justiça e devolução de lotes após demolição de casas
A manhã desta segunda-feira, 21 de julho, foi marcada por um protesto em frente à Prefeitura de Eirunepé, interior do Amazonas. A manifestação foi organizada por ex-moradores dos loteamentos localizados na Estrada do Xidá, que exigem justiça, respeito e a devolução dos terrenos onde viviam antes de terem suas casas demolidas durante uma ação de reintegração de posse determinada pela Justiça.
Segundo os manifestantes, as demolições ocorreram de forma abrupta e sem qualquer aviso prévio para a retirada de móveis e pertences pessoais. “Destruíram tudo sem nos deixar tirar as coisas. Foi uma covardia da prefeita. Agora vêm falar em devolver lote? Por que não resolveram isso antes de passar por cima da casa dos outros?”, desabafou uma moradora em meio à revolta.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram momentos das demolições, com estruturas ainda montadas e objetos pessoais sendo destruídos pelas máquinas da Prefeitura. O material também foi enviado à redação do portal Eirunepé Notícias, reforçando as denúncias de arbitrariedade e descaso.
Vereadores declaram apoio à causa
Durante o protesto, os vereadores Maílson e Clay estiveram no local e se solidarizaram com os manifestantes. Ambos criticaram a forma como a Prefeitura conduziu a ação. “Estivemos aqui, ouvimos o povo, e o que eles querem é o mínimo: respeito. A gente precisa cobrar isso com firmeza”, afirmou o vereador Maílson.
Nota da Prefeitura gera mais indignação
Logo após o protesto, a Prefeitura de Eirunepé divulgou uma nota de esclarecimento tentando justificar as demolições com base em decisões judiciais e decretos municipais. No entanto, o posicionamento oficial foi recebido com ainda mais indignação por parte das famílias atingidas.
“Se eles vão devolver os lotes depois, por que destruíram as casas agora? Que lógica é essa?”, questionou um morador revoltado.
Clima é de mobilização permanente
Com cartazes, gritos de protesto e promessas de continuidade na mobilização, os moradores garantiram que não aceitarão calados o que chamam de “ditadura da atual gestão municipal”. “Hoje mostramos força. E vamos continuar mostrando. Se for preciso, voltamos amanhã, depois, até sermos ouvidos de verdade”, afirmou uma das organizadoras do ato.
Apoio jurídico
O advogado Márcio Tabosa, que representa as famílias, não pôde participar do protesto devido a uma audiência em outro processo, mas reafirmou seu compromisso com a causa. “Estou com essas famílias desde o começo e não vou desistir. Essa luta é legítima e vamos até o fim”, garantiu o advogado.
A situação segue sendo acompanhada por vereadores, advogados e representantes da sociedade civil. Os manifestantes prometem continuar mobilizados até que seus direitos sejam garantidos e a dignidade das famílias, respeitada.
Com informações eirunepenotícias