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Acre registra 34 notificações de sarampo e mantém duas em investigação

Por Redação Juruá 24 horas 22/08/2025 14:56 Atualizado em 22/08/2025 14:56
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Mesmo sem registrar nenhum caso confirmado de sarampo há 25 anos, o Acre continua em alerta. De acordo com o boletim mais recente do Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE-Sarampo), divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), o estado já notificou 34 casos suspeitos da doença em 2025. Desses, 32 foram descartados após análise laboratorial e dois ainda seguem em investigação, nos municípios de Cruzeiro do Sul e Porto Acre.

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As notificações se espalharam por nove municípios acreanos. Rio Branco, Acrelândia e Brasiléia foram os que mais registraram casos ao longo do ano, mas, até o momento, todos foram descartados. Houve ainda uma notificação em Rio Branco relacionada a um paciente residente em Cobija, na Bolívia – também já descartada.

Apesar de os números não representarem um surto, o histórico de eliminação da doença no estado (sem registros desde o ano 2000) e a proximidade com a Bolívia, que vive uma situação preocupante, mantêm as autoridades de saúde em estado de vigilância. Só neste ano, o país vizinho já confirmou 148 casos de sarampo e investiga mais de 1,3 mil, a maioria na região de Santa Cruz de La Sierra, na fronteira com o Acre.

Vacinação intensificada

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Para conter qualquer risco de reintrodução do vírus no território acreano, o governo intensificou a campanha de vacinação contra o sarampo. Entre os dias 24 de junho e 21 de agosto, foram distribuídas 86,1 mil doses de vacinas — entre Tríplice Viral e Dupla Viral — e, até o momento, mais de 31 mil doses foram aplicadas em todo o estado.

Desse total, a Tríplice Viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, teve 71.500 doses distribuídas e 30.280 aplicadas. Já a Dupla Viral, com foco apenas em sarampo e rubéola, teve 16.600 doses distribuídas, das quais 1.022 foram aplicadas.

A Secretaria de Saúde reforça o pedido para que pais e responsáveis atualizem a caderneta vacinal de crianças e adolescentes e que a população em geral procure os postos de saúde, principalmente nas cidades da região de fronteira. Mesmo com os números sob controle, o sarampo é altamente contagioso e pode representar risco sério à saúde coletiva.

Por A Gazeta do Acre 

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