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Apesar de sinais de diálogo dos EUA, governo prega cautela e preparação

Por Redação Juruá 24 horas 02/08/2025 07:44 Atualizado em 02/08/2025 07:44
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Andrew Harnik/Getty Images

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Apesar de sinais de diálogo dos Estados Unidos, o governo brasileiro prega cautela e preparação para as próximas etapas do tarifaço americano.

Nesta sexta-feira (1º), houve alguns avanços sobre uma possível ligação entre Lula e Donald Trump.

O presidente americano disse que Lula pode ligar para ele a qualquer momento para discutir tarifas e outros conflitos. Ainda assim, Trump disse que as pessoas que governam o Brasil “fizeram coisas erradas”, o que acende um alerta.

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O Itamaraty está cauteloso quanto a uma eventual ligação para que Lula não seja destratado ou desrespeitado.

A avaliação é de que é preciso acertar o tom e o conteúdo da conversa.

Após a sinalização de Trump, Lula disse que o Brasil sempre esteve aberto ao diálogo e que, neste momento, o governo trabalha para proteger a economia, as empresas e os trabalhadores, além de dar respostas ao tarifaço.

O plano de contingência está sendo modelado pela equipe econômica e deve levar em consideração caso a caso dos setores afetados atualmente, após as exceções a uma série de produtos.

Há ainda um entendimento no governo de que a família Bolsonaro precisa se afastar desse cenário para o governo avançar melhor nas negociações das pautas econômicas.

Até o momento, não há previsão de Lula gravar um pronunciamento em defesa da soberania nacional no final de semana. No entanto, o tema pode ser tratado em evento do PT no domingo (3).

“Acho ótimo”, diz Haddad

De todo modo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, viu a iniciativa de Trump como positiva e conseguiu uma abertura de diálogo com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.

“Eu acho ótimo, né. E a recíproca é verdadeira, o presidente Lula estaria disposto a receber um telefonema dele quando ele quiser também. Hoje, mais uma vez tive contato com a equipe do Scott Bessent para a gente fazer uma reunião na semana que vem”, disse o ministro.

Na conversa com o Bessent, Haddad também quer falar sobre a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, até mesmo a abrangência dela.

Por CNN Brasil 

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