De desenhos na infância ao realismo: trajetória de um talento cruzeirense
Neste 10 de agosto, Dia Internacional da Superdotação, a história do artista Isaac Braga, morador de Cruzeiro do Sul, mostra como talentos podem passar despercebidos quando não há identificação e incentivo desde cedo.
Isaac trabalha com lápis e grafite, na técnica do realismo em preto e cinza. Ele lembra que o gosto pelo desenho começou ainda na infância. “Desde cedo, lá pelos seis anos, eu já gostava de desenhar. Na época da escola, vivia rabiscando a capa e o verso dos cadernos. Desenhava personagens da Turma da Mônica, Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball… também fazia cartinhas e mapas, sempre com muito cuidado nos detalhes”, conta.
Apesar do talento, Isaac lembra que na escola ninguém falava sobre Altas Habilidades. “Naquele tempo, eu nem sabia o que era isso. Era só mais um menino que gostava de desenhar. Chegavam para mim e pediam para eu fazer trabalhos, como mapas de geografia, e eu fazia, mas nunca teve reconhecimento especial. Fui crescendo sem saber que essa habilidade tinha nome”, diz.
A virada veio quando ele conheceu o Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (NAAH/S) da Secretaria de Estado de Educação. “Descobri que tinha Altas Habilidades e passei a participar de oficinas e concursos. Pude compartilhar experiências com outras pessoas talentosas e ajudar alunos a se identificarem, para que não passem despercebidos como aconteceu comigo”, explica.
Hoje, além de continuar produzindo suas obras, Isaac atua como incentivador, ajudando jovens e crianças a reconhecerem e desenvolverem seus dons. “Me sinto bem em poder ajudar e inspirar outros. Agora, sei que ter Altas Habilidades não é só um dom, mas também uma responsabilidade de incentivar quem vem depois”, afirma.
Jurua24horas