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Cruzeiro do Sul

Justiça não decretou prisão preventiva por se tratar de crimes antigos antes de feminicídio em Cruzeiro do Sul

Por Redação Juruá 24 horas 24/09/2025 09:36 Atualizado em 24/09/2025 09:36
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O feminicídio ocorrido na manhã de terça-feira (23), em Cruzeiro do Sul, trouxe à tona questionamentos sobre a ausência de prisão preventiva do acusado, Nonato Prudência, 61 anos, investigado por violência doméstica e abuso sexual das filhas.

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Segundo o delegado responsável pelo caso, Vinícius Almeida, o crime aconteceu por volta das 6 horas da manhã, quando Nonato, mesmo com uma medida protetiva em vigor, entrou na residência da vítima Maria José de Oliveira, 51 anos, que estava na cozinha, e a esfaqueou. No local estavam também três filhos menores e dois filhos maiores, que conseguiram deter o acusado até a chegada da polícia.

O delegado destacou que, embora houvesse histórico de violência doméstica, a vítima e os filhos não haviam comunicado previamente à Polícia Civil sobre descumprimento da medida protetiva. “Se a polícia tivesse conhecimento das infrações à medida protetiva, a prisão preventiva poderia ter sido decretada antes”, alertou.

Nonato já era investigado por abuso sexual de filhas menores, com relatos de práticas de violência sexual ocorridas há anos. Na época, o delegado representou pela prisão preventiva com base na violência doméstica e nos abusos relatados pelas filhas, mas a Justiça negou, considerando que os crimes antigos não ensejavam a decretação da prisão preventiva. O Ministério Público havia se manifestado favorável à prisão e recorreu, mas a decisão foi mantida.

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O delegado reforçou a importância de comunicar imediatamente à polícia qualquer descumprimento de medida protetiva, para que ações preventivas possam ser tomadas.

Redação Juruá24Horas

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