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Acre

Presas podem ser transferidas de Cruzeiro do Sul ou usar tornozeleiras durante reforma

Por Redação Juruá 24 horas 17/09/2025 07:53 Atualizado em 17/09/2025 07:53
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Com a exigência do Ministério Público do Estado do Acre – MPAC, para a interdição imediata da Penitenciária Feminina Guimarães Lima, em Cruzeiro do Sul, o diretor da unidade, Elves Barros, disse que há duas opções para as detentas enquanto as obras de revitalização forem feitas.

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Elas podem ser levadas de Cruzeiro do Sul para outros presídios ou podem ser soltas usando tornozeleiras eletrônicas. Não há informações sobre o número exato de detentas na unidade prisional.

“Está sendo tratado, avaliado pelo IAPEN e também pelo judiciário, essa hipótese de transferência ou uma possível monitoração eletrônica. Não nos foi dado prazo, o que sabemos é que o mais rápido possível a gente tem que iniciar o trabalho de reestruturação do presídio feminino, uma estrutura antiga do primeiro presídio, que já foi passado por reforma e agora tem a necessidade de uma nova reforma”, enfatiza ele, afirmando que o Instituto já iniciou as providências para avaliar tecnicamente as medidas a serem adotadas.

“À medida que o IAPEN tomou conhecimento do pedido do Ministério Público, já começou a adotar os procedimentos legais. Foi enviado uma equipe de técnicos, uma equipe técnica para fazer a avaliação a respeito da segurança do local e já está encaminhando os engenheiros para que façam uma avaliação e posteriormente saia o relatório a respeito do que pode ser feito na estrutura”, concluiu.

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Estrutura comprometida

O Ministério Público do Estado do Acre -MPAC, por meio da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Cruzeiro do Sul, ingressou com ação civil pública contra o Estado do Acre e o Instituto de Administração Penitenciária – Iapen, para exigir a interdição imediata da Unidade Prisional Feminina do município.

Segundo o órgão, inspeções realizadas pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT), com apoio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF/TJAC), do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e da Defesa Civil, identificaram falhas graves na estrutura, que oferecem risco concreto de colapso da edificação. O MPAC já havia expedido uma recomendação ao Iapen cobrando providências urgentes, mas, de acordo com a Promotoria, nenhuma medida efetiva foi adotada até o momento.

Principais pedidos da ação

Na petição, o promotor de Justiça Eduardo Lopes destaca que a situação compromete a vida e a dignidade de internas, visitantes e servidores. O MPAC solicita que:

O Estado e o Iapen promovam interdição imediata da unidade;

Seja feita a realocação emergencial das detentas em local adequado ou imóvel locado;

Um plano emergencial seja apresentado em até 15 dias, com diagnóstico técnico, cronograma, orçamento e responsáveis pelas medidas;

Em até 12 meses seja iniciada a reforma, reconstrução ou construção de uma nova unidade no Complexo Penitenciário do Juruá.

Além disso, o MPAC requer a aplicação de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento e a possibilidade de bloqueio de verbas públicas.

ac24horas

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