Setembro Amarelo: Secretaria de Estado de Educação em Cruzeiro do Sul promove ação de conscientização sobre saúde mental
Em alusão à campanha Setembro Amarelo, dedicada à prevenção ao suicídio, a Representação da Secretaria de Estado de Educação (SEE) em Cruzeiro do Sul realizou, nesta quinta-feira, 25 de setembro de 2025, uma atividade voltada para os servidores da educação. O evento, coordenado por Anailton Salgado, responsável pelo setor de Qualidade de Vida e Bem-Estar, reuniu profissionais de diversos setores, internos e externos, para discutir a importância da saúde mental e do acolhimento no ambiente escolar e na sociedade.
Anailton destacou a relevância do momento, enfatizando que o diálogo sobre o suicídio é essencial, especialmente em um contexto onde o problema afeta cada vez mais jovens e adultos em Cruzeiro do Sul e em todo o Brasil. “Setembro é o mês de prevenção ao suicídio, e se faz necessário discutir essa temática que tem assolado nossa cidade e o país. Queremos conhecer a fundo essa realidade, entender o sofrimento, muitas vezes silencioso, e aprender a identificar os sinais de quem precisa de ajuda”, afirmou.
A psicóloga Genilsa Silva, convidada para contribuir com sua expertise, reforçou a importância de quebrar tabus e promover a valorização da vida. “A campanha do Setembro Amarelo é extremamente relevante porque nos incentiva a falar sobre nossas demandas e a cuidar da saúde mental. É um momento de desconstrução de estigmas e de aprendizado sobre como acolher quem está enfrentando dificuldades”, explicou. Genilsa também destacou que os educadores, por estarem na linha de frente na formação de cidadãos, têm um papel crucial na identificação de sinais de sofrimento em alunos, colegas e até em si mesmos.
Dados alarmantes apresentados durante o evento, com base em informações do Centro de Valorização à Vida, apontam que, em média, 44 pessoas cometem suicídio diariamente no Brasil. “Embora o Setembro Amarelo seja um marco, o cuidado com a saúde mental deve ser contínuo. Muitas vezes, não percebemos os sinais de sofrimento em colegas ou alunos, e esse momento é fundamental para aprendermos a acolher e agir”, frisou a psicóloga.
A atividade também abordou a importância de criar espaços de escuta e confiança. “Às vezes, a pessoa só precisa de alguém com quem possa desabafar. Conversar é uma ferramenta poderosa para prevenir e aliviar sentimentos de angústia”, destacou Anailton. O evento reforçou a necessidade de os educadores estarem atentos aos sinais de alerta, tanto em si mesmos quanto em seus alunos, e de promoverem um ambiente de diálogo e apoio.