Acre recebe novo medicamento do SUS para tratamento do câncer de mama HER2-positivo
O Acre recebeu 26 unidades do Trastuzumabe Entansina, medicamento inédito incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento do câncer de mama do tipo HER2-positivo, considerado um dos mais agressivos. A entrega está prevista para esta sexta-feira (24) e marca um avanço importante no tratamento oncológico no estado.
As doses fazem parte do primeiro lote nacional, com 11.978 unidades — sendo 6.206 de 100 mg e 5.772 de 160 mg — que chegou ao Brasil no último dia 13 de outubro. No Acre, o medicamento será distribuído pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), responsável pela dispensação conforme os protocolos clínicos.
O Trastuzumabe Entansina é indicado para pacientes que ainda apresentam sinais da doença após a quimioterapia inicial, geralmente em casos de estágio avançado. Segundo o diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, José Barreto, o novo tratamento pode reduzir em até 50% a mortalidade entre as pacientes.
“É um avanço gigantesco para a oncologia nacional. Essa medicação era muito esperada e representa uma grande vitória para a saúde pública e para o povo brasileiro”, destacou Barreto.
O investimento total do Governo Federal é de R$ 159,3 milhões para a compra de 34,4 mil frascos-ampola, com custo 50% inferior ao valor de mercado, o que resultou em economia de R$ 165,8 milhões aos cofres públicos. As próximas entregas estão previstas para dezembro de 2025, março e junho de 2026, atendendo 100% da demanda atual do SUS e beneficiando mais de mil pacientes ainda este ano.
Além do novo medicamento, o Ministério da Saúde também prepara a ampliação do acesso a inibidores de ciclinas — como abemaciclibe, palbociclibe e ribociclibe — utilizados no tratamento de câncer de mama avançado ou metastático. A portaria que autoriza a compra descentralizada desses fármacos deve ser publicada ainda em outubro, permitindo que estados e municípios façam a aquisição com financiamento federal.
Outra medida importante é a ampliação da faixa etária para mamografia pelo SUS, que agora inclui mulheres a partir dos 40 anos, mesmo sem sintomas. A mudança busca facilitar o diagnóstico precoce e ampliar o acesso aos exames preventivos. Em 2024, cerca de 30% das mamografias realizadas no país foram em mulheres com menos de 50 anos, somando mais de 1 milhão de exames.
O Governo Federal também reforça as ações do programa “Agora Tem Especialistas”, que leva consultas, exames e orientações em saúde feminina por meio de 28 carretas equipadas que percorrem 20 estados brasileiros, incluindo o Acre, ampliando o atendimento em regiões com menor oferta de serviços médicos.
Redação Juruá24horas