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Dólar abre estável com tarifaço, reunião Trump-Zelensky e juro nos EUA

Por Redação Juruá 24 horas 17/10/2025 08:16 Atualizado em 17/10/2025 08:16
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dólar operava perto da estabilidade na manhã desta sexta-feira (17/10), na última sessão da semana, na qual os investidores seguem com as atenções mais voltadas ao cenário internacional.

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Neste último pregão da semana, o mercado repercute a reunião da véspera entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que marcou oficialmente a retomada das negociações entre Brasil e EUA sobre o tarifaço.

Ainda no front externo, o destaque do dia é o encontro entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca. Os investidores também seguem monitorando declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) sobre a taxa de juros.

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Vieira, Rubio e o tarifaço

A reunião entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, terminou sem grandes anúncios imediatos. No entanto, o encontro pavimentou a retomada do diálogo entre Brasil e EUA, que agora se preparam para iniciar negociações envolvendo o tarifaço norte-americano e as sanções contra autoridades brasileiras.

Na reunião, o chanceler reiterou a posição brasileira e pediu a “reversão das medidas adotadas pelo governo norte-americano a partir de julho”. Os próximos passos das negociações, como datas, formato e equipes de negociadores, serão definidos em contatos futuros com Rubio, acrescentou o chanceler brasileiro.

Em entrevista coletiva após a ida à Casa Branca, Vieira revelou que a conversa com Rubio ocorreu em “clima excelente de descontração”, em sintonia com a “boa química” entre os presidente Lula e Donald Trump durante a 80ª Assembleia Geral da ONU.

Após o evento em Nova York, os dois presidentes realizaram uma chamada de vídeo em 6 de outubro, em que acertaram um novo encontro presencial. Segundo o Palácio do Planalto, Lula se mostrou disposto a manter reunião bilateral com Trump na próxima Cúpula da Asean, prevista para acontecer no fim deste mês, na Malásia.

Trump e Zelensky

Um dia após conversar por telefone com o líder russo Vladimir Putin, o presidente dos EUA, Donald Trump, recebe nesta sexta-feira o líder ucraniano Volodymyr Zelensky na Casa Branca. O encontro, cercado de expectativa, pode marcar uma virada decisiva na estratégia norte-americana em relação à guerra no Leste Europeu e no apoio militar a Kiev – e também mexe com os mercados.

Trump e Zelensky devem discutir o envio de mísseis de cruzeiro Tomahawk, de longo alcance, capazes de atingir alvos entre 1,6 mil e 2,5 mil quilômetros de distância. O tema, classificado como “extremamente sensível”, vem dividindo o alto escalão do governo norte-americano, que busca equilibrar o apoio à Ucrânia e a manutenção de canais diplomáticos com Moscou.

Após ligação com Putin, Trump assumiu uma postura mais cautelosa diante do assunto. Ele chegou a afirmar que os EUA “também precisam dos Tomahawks”, ao comentar o possível envio dos mísseis para a Ucrânia. “Temos muitos, mas precisamos deles. São armas vitais, poderosas e precisas. Não podemos esgotar nossos próprios estoques”, disse o presidente.

A reunião acontece menos de 24 horas após uma ligação telefônica de duas horas e meia entre Trump e Putin. Segundo o Kremlin, o diálogo foi “franco e produtivo” e incluiu discussões sobre o futuro da guerra na Ucrânia, as negociações de paz e a possibilidade de uma nova cúpula entre ambos, a ser realizada em Budapeste, Hungria, nas próximas semanas.

Juros nos EUA

À medida que se aproxima a próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, o mercado financeiro aumenta sua expectativa por um novo corte na taxa básica de juros nos EUA.

Nesta sexta-feira, os investidores acompanham o discurso do presidente do Fed de Saint Louis, Alberto Musalem, sempre em busca de possíveis indicações a respeito da trajetória dos juros da economia norte-americana.

Na véspera, Stephen Miran, indicado por Trump para a diretoria do Fed, afirmou que a autoridade monetária deveria promover um corte de 0,5 ponto percentual na taxa de juros. Atualmente, os juros da economia norte-americana estão situados no intervalo entre 4% e 4,25% ao ano –depois de um corte de 0,25 ponto percentual na última reunião do Fed, em setembro.

A expectativa da maioria dos analistas do mercado é a de que o BC dos EUA promova mais dois cortes de 25 pontos-base na taxa de juros até o fim deste ano. As próximas reuniões do Fomc acontecem nos dias 28 e 29 de outubro e 9 e 10 de dezembro.

Segundo Miran, já existe espaço para que o corte de juros seja intensificado, mas isso não deve ocorrer. O diretor do Fed admitiu que a tendência é uma nova queda de 25 pontos-base na próxima reunião do Fomc, daqui a cerca de dez dias.

Por Metrópoles 

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