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Jovem finge próprio sequestro para extorquir pais e quitar dívidas de apostas

Por Redação Juruá 24 horas 14/10/2025 07:44 Atualizado em 14/10/2025 07:44
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Um jovem de 22 anos foi detido após simular o próprio sequestro para extorquir os pais em Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo. A investigação revelou que o rapaz forjou o crime para pagar dívidas de jogos de azar e quitar gastos feitos no cartão de crédito.

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O caso começou na quarta-feira (8/10), quando a mãe do jovem, de 46 anos, procurou a polícia para registrar o desaparecimento do filho. Ela relatou que o rapaz havia saído de casa para trabalhar como manobrista, mas nunca chegou ao local de serviço.

No fim da tarde, a mulher passou a receber mensagens e áudios supostamente enviados por sequestradores, exigindo o pagamento de R$ 2 mil para libertar o rapaz.

“Por favor, me ajuda, mãe. Eles me sequestraram, eu estou agoniado, quero ir pra casa”, dizia um dos áudios enviados à vítima do golpe.

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Em outro trecho, o jovem fingia estar sendo agredido e mencionava ameaças de mutilação.

Polícia descobre a farsa

As mensagens chamaram a atenção da 1ª Delegacia Antissequestro (DAS), do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), que iniciou as investigações e rastreou a localização do suspeito.

Durante a madrugada, os investigadores descobriram que o pai e a tia haviam transferido o valor exigido pelos supostos sequestradores. Pouco tempo depois, o próprio rapaz enviou sua localização aos familiares.

Ao chegarem ao endereço indicado, os pais encontraram o jovem sem camisa, descalço e com um ferimento na perna, alegando ter sido agredido pelos criminosos. No entanto, em depoimento, a versão começou a apresentar contradições.

Dívidas e confissão

Confrontado pelos policiais, o rapaz confessou ter forjado o sequestro para obter o dinheiro da família. Ele disse que saiu de casa a pé em direção a São Bernardo do Campo com o plano de encenar o crime e pedir o resgate.

O ferimento, segundo ele, não foi causado por agressões, mas por uma queda de moto ocorrida dias antes.

“Embora o pretenso criminoso tenha enganado a família, ele não engana a polícia. E, caso tente enganar a polícia, será responsabilizado”, afirmou o delegado Eduardo Bernardo Pereira, da 1ª DAS.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como estelionato, e as investigações seguem para o total esclarecimento dos fatos.

Por Contilnet 

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