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Acre

‘Retornar para o voto impresso é retrocesso’, dispara nova presidente do TRE do Acre

Por Redação Juruá 24 horas 03/10/2025 11:45 Atualizado em 03/10/2025 11:45
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A nova presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), desembargadora Waldirene Cordeiro, emitiu, na manhã desta sexta-feira, 3, sua opinião sobre o voto impresso, defendido por uma parcela radical do eleitorado brasileiro e ecoado por algumas autoridades, ironicamente eleitas pelo sistema eletrônico.

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Para ela, retornar para o voto de papel é “retrocesso” social e ambiental. “Me desculpem aqueles que pensam diferente, mas voltar para as urnas no papel, além de um retrocesso muito grande, é ruim para o meio ambiente”, disse, em coletiva de imprensa que marcou a contagem regressiva de um ano para as eleições de 2026.

Cordeiro reforça que todas as máquinas usadas no processo eleitoral são aferidas e vistoriadas. Além disso, ela ressalta que o código fonte das urnas é aberto e o acesso é irrestrito, o que possibilita a transparência na aferição dos votos.

“Nossas eleições são seguras, transparentes e rápidas, sendo um modelo para o mundo”, afirma.

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Nos últimos anos, uma ala política mais radical, ligada à extrema direita, passou a colocar o voto eletrônico sob suspeição, influenciando a opinião de milhares de brasileiros. No entanto, até hoje, os detratores do sistema eleitoral usado no país não apresentaram provas que confirmem a tese.

Foram os ataques sem provas feitos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) às urnas eletrônicas, em evento realizado em julho de 2022 com embaixadores de vários países, que o tornaram inelegível até 2030.

Na época, o então presidente usou o Palácio da Alvorada e a estrutura pública do governo para organizar a apresentação onde pôs as urnas em suspeição, repetindo argumentos já desmentidos por órgãos oficiais sobre a segurança do sistema.

Por A Gazeta do Acre 

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