Aos 64 anos, Maria Luisa visita sobrinho, cunhado e pai: “Sete anos não apagam a dor”
Aos 64 anos, Dona Maria Luisa de Souza Silva transformou o Dia de Finados em uma peregrinação de memória e afeto pelos cemitérios Jardim da Paz e São João Batista. “Pra mim é um dia muito… meio triste, né? Que os nossos entes queridos estão sepultados. Hoje é um dia especial pra gente relembrar o passado, deixar flores”, definiu.
No cemitério Jardim da Paz, ela passou por vários jazigos: sobrinho falecido recentemente, cunhado, amigos. “Tem muita gente que eu conheço”, contou. De lá, seguiu para o São João Batista, onde acendeu vela na sepultura do pai, morto há sete anos. “Sinto muita saudade do meu pai. Pra mim foi ontem que aconteceu. Sete anos não é suficiente pra apagar”, revelou.
A data também a levou a refletir sobre a morte. “A gente pensa tanta coisa, né? Que quem já se foi, que se a gente pudesse, não tinha ido. É triste. Mas fazer o quê? Faz parte da vida”, filosofou. “Saudade todo dia.”
Entre milhares de visitantes que lotaram os dois principais cemitérios de Cruzeiro do Sul neste 2 de novembro, Dona Maria Luisa representou a tradição de manter viva a lembrança, um túmulo de cada vez, uma flor por vez, uma saudade que o tempo não apaga.
Redação Jurua24horas