Início / Versão completa
Acre

Escolas particulares terão reajustes de até 12% no Acre em 2026, confirma sindicato

Por Redação Juruá 24 horas 09/11/2025 08:09 Atualizado em 09/11/2025 08:09
Publicidade

As mensalidades das escolas particulares terão reajuste entre 7% e 12% no Acre a partir de 2026. A informação foi apurada pela GAZETA junto ao Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado (Sinepe-AC).

Publicidade

O aumento passa a valer já nas matrículas para o próximo ano letivo e segue planilhas de custos fiscalizadas pelo Procon, conforme explica a vice-presidente do órgão, Elandia Rodrigues Dantas.

Segundo ela, o cálculo do reajuste é feito individualmente por cada instituição, com base em uma planilha de comprovação de gastos. O documento considera despesas atuais e projeções para o ano seguinte, levando em conta possíveis reformas, aquisição de acervos, novos mobiliários, contratação de professores e mediadores, além da inserção de novas disciplinas que vêm sendo incorporadas ao currículo escolar.

“As escolas fazem uma planilha detalhada do que gastam e do que pretendem investir em 2026. A partir disso, definem o percentual de reajuste e enviam ao Procon, que analisa se está dentro dos padrões previstos”, explicou Elandia, que integra o Conselho Estadual de Educação (CEE) e também atua como coordenadora executiva do Colégio AME, onde recebeu a equipe da GAZETA.

Publicidade

Embora cada instituição tenha autonomia para definir seus valores, o setor adota como referência os parâmetros definidos pelo Procon, que exige a comprovação dos custos para evitar exageros nas cobranças.

Diferenças

Entre as escolas sindicalizadas ao Sinepe-AC, o reajuste ficará entre 7% e 12%, segundo decisão tomada em reunião recente do colegiado. Já as instituições não sindicalizadas podem adotar percentuais maiores, desde que apresentem documentação que justifique o aumento e recebam sinal verde do Procon.

Atualmente, o Acre possui 41 instituições particulares de ensino, entre escolas de educação básica, cursos livres e profissionalizantes. Trinta delas estão em Rio Branco, sendo 15 filiadas ao sindicato.

Entre as associadas estão o Colégio AME, o Colégio Alternativo, o Ângulo, o Sigma, o Lato Sensu, o ABC, o Colégio Padrão (em Senador Guiomard) e o Colégio Modelo, além da Uninorte, que representa o ensino superior. “As maiores escolas do estado do Acre são sindicadas”, reforça a educadora.

Ainda de acordo com Elandia, o impacto do novo ensino médio, com aumento da carga horária e exigência de mais atividades em turno extra, também influencia o valor das mensalidades e, consequentemente, nos reajustes anuais. “O custo é maior, porque o aluno passa mais tempo na escola. Por isso, o ensino médio costuma ter reajustes entre 10% e 12%”, detalhou a educadora.

“Tem escola sindicalizada que oferece só ensino fundamental, anos iniciais e educação infantil. Então essas vão ter um reajuste de 7%, 8% ou, no máximo, 10%”, continua.

Equilíbrio

Elandia ressaltou que as instituições buscam equilíbrio para não onerar as famílias. “Se o reajuste for exagerado, a escola perde alunos. Sabemos que, de maneira geral, as famílias não têm aumento significativo na renda de um ano para outro, então as escolas procuram ser parceiras e flexíveis”, afirmou.

A profissional lembra ainda que o reajuste definido nas matrículas valerá para todo o ano de 2026, sem possibilidade de novos aumentos ao longo dos 12 meses do próximo período letivo.

Segundo dados do sindicato, a rede privada do Acre tem entre 8 mil e 9 mil alunos, sendo cerca de 7 mil apenas em Rio Branco.

Por A Gazeta do Acre 

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.