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Feminicídios caem 20% no Acre em 2024, mas crime continua sendo principal causa de mortes de mulheres

Por Redação Juruá 24 horas 14/11/2025 14:24 Atualizado em 14/11/2025 14:24
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O Acre registrou queda nos feminicídios em 2024, encerrando o ano com oito mulheres assassinadas por razões de gênero, o que representa uma redução de 20% em relação a 2023, quando foram contabilizadas dez vítimas. Os dados constam no Anuário de Indicadores de Violência 2015–2024, divulgado pelo Ministério Público do Acre (MPAC) nesta sexta-feira, 14.
Mesmo com a redução, o feminicídio segue como a principal causa das mortes violentas de mulheres no estado. Em 2024, 62% dos homicídios femininos foram feminicídios, proporção considerada alta pelos analistas, mantendo tendência observada em anos anteriores. Em 2023, essa fatia havia chegado a 67%, e em 2017 era de apenas 35%.
Ainda segundo o levantamento, o Acre registrou 13 homicídios de mulheres em 2024, contra 15 em 2023, uma queda de 13,7% na taxa por 100 mil mulheres. Já os homicídios femininos que não são feminicídios permaneceram estáveis: cinco casos em 2023 e cinco em 2024. Essa estabilidade reforça que a maior redução ocorreu justamente nos crimes de motivação de gênero.
Taxa estadual cai, mas Acre ainda ocupa posição elevada no ranking nacional
A taxa de feminicídios do Acre caiu de 2,29 para 1,82 por 100 mil mulheres, uma das maiores reduções proporcionais do país (-20%). Ainda assim, o estado segue na parte superior do ranking nacional, segundo dados comparativos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública reproduzidos no anuário.
Embora tenha reduzido significativamente seus números, o Acre permanece em posição de atenção por apresentar índices acima da média nacional em anos anteriores e por manter percentual elevado de mortes femininas ocorrendo em contexto de gênero.
Os dados de 2017 a 2024 mostram que o Acre reduziu em cerca de 65% o número total de homicídios de mulheres, passando de 37 casos para 13 nesse período. Os feminicídios também recuaram e atingiram, em 2024, o menor número da série histórica.
Apesar disso, especialistas do MPAC apontam que a violência de gênero permanece como um desafio estrutural, já que a proporção de feminicídios em relação ao total de homicídios femininos continua alta.
Outro dado relevante é que o Acre aparece na 4ª posição nacional em taxa de tentativas de homicídio envolvendo mulheres — incluindo tentativas de feminicídio — com 20,05 casos por 100 mil mulheres, mais que o dobro da média brasileira (8,22).

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Por A Gazeta do Acre

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