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Acre registra uma das maiores quedas em conflitos no campo e se distancia dos estados mais críticos da Amazônia, avalia ranking

Por Redação Juruá 24 horas 01/12/2025 05:59 Atualizado em 01/12/2025 05:59
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O Acre encerrou 2024 com 62 conflitos no campo, um dos menores volumes da Amazônia Legal e uma das maiores reduções do ano. Os dados do relatório Cartografias da Violência na Amazônia 2025, divulgado em novembro, mostram que o estado vai na contramão da região, que atingiu o maior índice de conflitos da série histórica. Enquanto a Amazônia registrou crescimento, o Acre encolheu 31,1% em relação ao ano anterior e manteve um dado raro: nenhum assassinato ligado a disputas rurais nos últimos dez anos.

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Apesar de já ter figurado entre os estados mais afetados — ocupava a 4ª posição em 2015 —, o Acre aparece agora em 7º lugar no ranking. O estado também está entre os poucos que apresentam queda acumulada em uma década, com retração de 3,1%, atrás apenas do Amapá, que reduziu 20%.

Conflitos por terra dominam o cenário

Assim como nos anos anteriores, quase todos os registros do Acre estão ligados a disputas por terra. Em 2024 foram 59 conflitos desse tipo, volume que corresponde a 5,2% de toda a região amazônica. O levantamento revela que o Acre teve a segunda maior redução percentual nessas ocorrências, caindo 33,7% de 2023 para 2024.

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Conflitos por água praticamente não aparecem na série histórica — apenas um registro isolado em 2016 e nenhum em 2024.

Amazônia em alta, Acre em queda

Enquanto o Acre reduziu, a Amazônia Legal somou 1.317 conflitos em 2024, alta de 20,6% e o maior número desde o início do monitoramento em 2015. Estados como Maranhão (420 registros), Pará (314) e Amazonas (132) lideram o ranking. Rondônia, mesmo com queda de 29,4%, ainda apresenta o mesmo total do Amazonas.

Do lado oposto, Acre (62), Amapá (52) e Roraima (34) concentram os menores números.

Leitura da década

A movimentação ao longo dos últimos dez anos mostra que o Acre saiu do grupo dos mais conflituosos e passou a figurar entre os estados com menores índices. A década registra oscilações, mas sempre dentro de patamares moderados — variando de 58 a 90 casos anuais.

Por A Gazeta do Acre 

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