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Acre

Com o Integra Acre, piloto defende que Deracre retorne à capacidade de peso anterior para pousos e decolagens de cidades isoladas: ‘reduz o preço da passagem’

Por Redação Juruá 24 horas 26/12/2025 11:10 Atualizado em 26/12/2025 11:10
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O piloto de avião e empresário, Dennery Dugomes, reacendeu o debate, nesta sexta-feira (26/12), acerca da necessidade do Deracre rever a capacidade de pouso e decolagens nos aeródromos de Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Jordão e Santa Rosa do Purus. Atualmente é de 5 mil e 100 quilos. A ideia é voltar ao percentual de antes, 5 mil e 700 quilos.

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Ele explica que com o aumento da capacidade de peso, aeronave, tipo bandeirante, poderá operar nessas localidades, barateando o preço das passagens.

“Com a pista com capacidade de pouso de 5.700 quilos, o bandeirante consegue operar normalmente como já operou há muitos anos. Operou muitos anos ali no Jordão, em Santa Rosa e nos outros municípios. Isso dá mais uma opção para o cliente. Mais uma empresa com capacidade para 18 pessoas. A aeronave bem mais rápida, cerca de 1 hora e 15 minutos, Rio Branco a Jordão. Então, diminui o tempo de voo e dobra a capacidade de passageiros com isso automaticamente o preço da passagem já reduz, além de ter uma segunda opção, uma segunda empresa operando. Tudo isso já barateava os custos aí para a população”, explica.

Antes do recesso parlamentar, o deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB), puxou esse debate durante a discussão do projeto de lei que criou o Integra Acre, que garante 50% de subsídio no valor da passagem para pessoas residentes em cidades isoladas. Ele disse que a lei em si não resolve o problema. É preciso aumentar a oferta de voos, com a entrada de outros modelos de aeronave, como é o caso dos bandeirantes.

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Edvaldo solicitou que a Assembleia discuta com a diretora-presidente do Deracre, Sula Ximenes, essa possibilidade, para que, de fato, o Integra Acre, chegue para quem mais precisa. A sugestão dele foi acatada pelos demais parlamentares para que Sula possa ir à Assembleia e dialogue a respeito.

“Nós estamos discutindo pagar metade da passagem com o novo Programa [Integra Acre]. Agora, pagar a metade de R$ 1.500,00 é R$ 750,00. Continua cara e excludente a passagem. Quem aqui não recebe os pedidos de uma família desesperada? Então, para fazer jus a esse Programa, para fazer jus aos investimentos que foram feitos nas pistas, você teria que elevar, minimamente, o peso de operação dessas pistas. Para quanto? Para 5.700 quilos. Se aumentar para 5.700 quilos, o Bandeirante [modelo de aeronave] pousa. Sempre pousou. Antes dos investimentos que o governo fez, sempre pousaram os Bandeirantes”, disse Edvaldo Magalhães.

Edvaldo afirmou ainda, com a exclusão dessas aeronaves para pousarem nesses municípios do Acre, os bandeirantes estão operando em cidades do Amazonas.

“Os bandeirantes estão saindo de Cruzeiro e indo para Ipixuna (AM), Envira (AM), vão para Manaus (AM), mas não podem ir para Marechal Thaumaturgo. Não podem ir para Porto Walter, que tem iluminação noturna o aeroporto”, enfatizou.

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