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Acre

Acordo com União Europeia abre portas para a bioeconomia e industrialização do Acre

Por Redação Juruá 24 horas 19/01/2026 08:57 Atualizado em 19/01/2026 08:57
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O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), assinado no último sábado, 17, em Assunção, Paraguai, foi recebido pelo governo do Acre como um marco histórico. Após 26 anos de negociações, o tratado prevê a redução das tarifas de importação para níveis entre zero e 5%, abrindo caminho para que produtos acreanos ganhem competitividade em um dos mercados mais exigentes do planeta.

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Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a integração une blocos que somam 720 milhões de pessoas e um PIB superior a US$ 22 trilhões. O Acre já possui uma base comercial com países como Espanha, Itália, França, Alemanha, Portugal, Holanda, Bélgica e Reino Unido — relação que deve ser intensificada. Em 2025, as exportações do estado para o continente somaram aproximadamente US$ 11 milhões, valor que a Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) espera ver multiplicado em breve.

Potencial de exportação e valor agregado

A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) identifica produtos com alto potencial de crescimento imediato: castanha-do-brasil, café, carnes bovina e suína, além da madeira de manejo florestal. “A redução tarifária permite que esses itens ganhem força, estimulando o processamento industrial dentro do nosso estado e agregando valor à produção local”, destaca a pasta.

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A bioeconomia é outro pilar estratégico. Com a crescente demanda europeia por produtos sustentáveis, o Acre leva vantagem competitiva com seus óleos vegetais, extratos naturais e insumos para as indústrias farmacêutica e de cosméticos, sempre alinhados às rigorosas exigências ambientais internacionais.

Preparação e impacto social

Para o secretário da Seict, Assurbanípal Mesquita, o momento exige planejamento. “Mais do que ampliar mercados, esse acordo exige que o Acre se prepare. Precisamos qualificar a produção e adequar nossas cadeias aos padrões internacionais para competir globalmente”, afirma.

O gestor ressalta que o impacto chegará à ponta final: o cidadão. “A ampliação das exportações gera emprego no campo e na cidade, fortalece cooperativas e atrai investimentos internacionais. É um estímulo direto à industrialização regional”, argumenta Mesquita.

Embora a implementação seja gradual, o governo do Estado encara este período de transição como uma janela de oportunidade para prospectar novos negócios e estruturar tecnicamente os produtores locais. O objetivo é transformar o tratado diplomático em resultados concretos, elevando a qualidade de vida da população acreana através do desenvolvimento sustentável.

Por A Gazeta do Acre 

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