Bombeiros encerram buscas por indígena Ashaninka desaparecido após naufrágio no interior do Acre
Militares do Corpo de Bombeiros encerraram, na última terça-feira (27), as buscas por um indígena da etnia Ashaninka que desapareceu após o naufrágio de sua canoa, ocorrido no dia 22 de janeiro, em uma comunidade ribeirinha do interior do Acre. O acidente foi causado pelo deslizamento de um barranco às margens do rio, que acabou virando a embarcação.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a equipe percorreu cerca de 300 quilômetros por via fluvial até chegar ao local para iniciar as buscas. A operação enfrentou diversas dificuldades, principalmente devido à forte correnteza provocada pelo fenômeno conhecido como ripiquete, que impedia a ancoragem segura e aumentava os riscos para os mergulhadores.
A baixa visibilidade da água, somada às variações no nível do rio e às informações imprecisas sobre o ponto do desaparecimento, também exigiu adaptações nas estratégias de busca. Os bombeiros utilizaram a técnica de “caminhada pelo píer”, que permite vasculhar o leito do rio em áreas de difícil acesso.
Durante os cinco dias de operação, foram realizados mergulhos em rodízio, varreduras superficiais e buscas pelas margens, cobrindo aproximadamente 16 mil metros quadrados de área submersa e cerca de 15 quilômetros de extensão de margens.
Apesar dos esforços e do empenho das equipes, as condições dinâmicas do rio impediram a localização da vítima, e a missão foi oficialmente finalizada no dia 27 de janeiro.