Fiscalização na BR-307 exige recuo de imóveis e impacta comerciantes em Cruzeiro do Sul
A intensificação da fiscalização na BR-307, conhecida como Estrada da Variante, em Cruzeiro do Sul, tem gerado preocupação entre moradores e comerciantes que ocupam a faixa de domínio da rodovia. Com a atuação mais efetiva do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), instalada no município desde o ano passado, proprietários passaram a ser notificados para cumprir o recuo obrigatório de 35 metros dos imóveis em relação à pista.
Ao longo dos cerca de 11 quilômetros da via, que liga a BR-364 à área urbana de Cruzeiro do Sul, há diversos pontos comerciais instalados às margens da rodovia, como postos de combustíveis, concessionárias, supermercados e pequenos comércios. Muitos deles foram construídos em um período em que não havia fiscalização contínua no trecho.
Comerciantes relatam prejuízos com a nova rotina de fiscalização. Um vendedor de pescado que atua às margens da estrada afirma que clientes têm sido multados ao parar no acostamento, o que reduziu significativamente as vendas. Segundo ele, além da dificuldade financeira, não há espaço suficiente para cumprir o recuo exigido.
O DNIT esclarece que a medida segue normas federais e atende a uma determinação nacional. De acordo com o superintendente do órgão no Acre, Ricardo Araújo, a faixa de domínio é uma área pública destinada à segurança viária e à possibilidade de futuras intervenções na rodovia, como alargamentos e obras de drenagem. Ele reforça que o afastamento de 35 metros precisa ser cumprido para reduzir riscos de acidentes.
Já a PRF informou, por meio de nota, que a fiscalização tem caráter preventivo e educativo, com foco na segurança de motoristas e pedestres. A corporação destacou que o acostamento deve permanecer livre para emergências e que o estacionamento irregular, especialmente em trechos de baixa visibilidade, aumenta o risco de acidentes. A PRF também ressaltou que busca orientar comerciantes e usuários da rodovia para um uso mais seguro e organizado do trecho.
Os órgãos afirmam que o diálogo com a comunidade continuará, mas reforçam que as regras de segurança viária precisam ser respeitadas para garantir a integridade de quem trafega pela BR-307.