Início / Versão completa
Acre

Megaoperação da Polícia Civil e do Gaeco desarticula cúpula de organização criminosa no Acre

Por Redação Juruá 24 horas 13/01/2026 12:47 Atualizado em 13/01/2026 12:47
Publicidade

A Polícia Civil do Acre, em ação conjunta com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Acre (MPAC), realizou na manhã desta terça-feira (13) uma grande operação para desarticular a estrutura de uma organização criminosa com atuação no estado. 

Publicidade

Cerca de 100 mandados judiciais — entre ordens de prisão e de busca e apreensão — estão sendo cumpridos em diversos pontos previamente identificados pelas forças de segurança. A ação envolveu a Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e a Delegacia Especializada no Combate às Ações Criminosas Organizadas, mobilizando mais de 120 policiais civis e servidores do Ministério Público. 

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Henrique Maciel, a operação representa um avanço significativo no combate ao crime organizado na região. Ele afirmou que as prisões visam “quebrar a cadeia hierárquica do crime e combater o poder financeiro dessas estruturas”, ressaltando o esforço integrado das instituições envolvidas. 

O coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Bernardo Albano, explicou que a ação é fruto de uma investigação de aproximadamente dois anos. Do total de ordens judiciais, foram expedidos 62 mandados de prisão e mais de 100 de busca e apreensão contra alvos considerados estratégicos na hierarquia da organização. 

Publicidade

A operação também alcançou desdobramentos interestaduais, com alvos em Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Norte, o que demonstra a amplitude das atividades da quadrilha investigada. 

Em coletiva de imprensa, o delegado Saulo Macedo informou que a investigação identificou um amplo cenário de atuação criminosa, incluindo homicídios antigos, extorsões contra comerciantes, cobranças de taxas de proteção e tráfico de drogas na região central de Rio Branco. “A partir das provas colhidas serão abertas novas frentes de investigação para responsabilizar outros envolvidos”, afirmou. 

Até o momento, 15 pessoas foram presas durante o cumprimento dos mandados, mas as diligências continuam e o número de detidos pode aumentar. Foram apreendidos veículos, mais de R$ 10 mil em dinheiro e uma arma de fogo. 

Ao fim da coletiva, o delegado-geral enfatizou a importância da integração entre as instituições de segurança e justiça no enfrentamento ao crime organizado, destacando que o trabalho conjunto deve continuar para reduzir a influência dessas estruturas no estado. 

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.