Pesquisa da CNT Aponta que Rodovias do Amazonas Não Têm Trechos em Estado “Ótimo”
Um estudo recente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) revelou que nenhum trecho das rodovias avaliadas no estado do Amazonas foi classificado como estando em estado “ótimo” em termos de condição geral. A avaliação faz parte da Pesquisa CNT de Rodovias divulgada em dezembro de 2025, que analisou cerca de 989 quilômetros da malha rodoviária estadual e federal no estado.
De acordo com o levantamento, apenas 8,1% dos trechos avaliados foram considerados “bons”, enquanto a maior parte da malha apresentou condições menos satisfatórias:
• 46,3% dos trechos ficaram na classificação regular;
• 26,7% foram considerados ruins;
• 18,9% foram avaliados como péssimos em termos de estado geral.
A pesquisa também detalhou a situação do pavimento e da sinalização das rodovias no Amazonas:
• Na avaliação do pavimento, somente 7,1% foram classificados como ótimos e 3,1% como bons, enquanto mais de 34% foram tidos como regulares e quase 25% como péssimos;
• Em relação à sinalização, apenas 1% foi considerada ótima, cerca de 32% boa e 32,7% regular, mas uma parcela significativa ficou nas categorias ruim ou péssima.
Outros pontos preocupantes levantados pelo estudo envolvem a ausência de acostamento em grande parte dos trechos, a falta de sinalização adequada em curvas consideradas perigosas e a identificação de vários pontos críticos ao longo das estradas.
Impacto e Custos
Segundo a CNT, as condições insatisfatórias das rodovias no Amazonas têm impacto direto no custo operacional do transporte, elevando em mais de 57% os custos associados ao transporte de cargas e passageiros. Para recuperar a malha viária do estado, o estudo estima que seriam necessários mais de R$ 1 bilhão em investimentos em reconstrução, restauração e manutenção das vias.
O levantamento ainda mostrou que, dos recursos autorizados pelo Governo Federal para infraestrutura rodoviária no Amazonas em 2025, apenas uma parte foi efetivamente aplicada até novembro daquele ano, evidenciando desafios na execução do orçamento destinado ao setor.