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Acre

“Tenho medo pelas crianças”, diz moradora do Miritizal com água do rio no quintal

Por Redação Juruá 24 horas 22/01/2026 11:06 Atualizado em 22/01/2026 11:06
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Mesmo com o rio Juruá apresentando sinais de vazante em Cruzeiro do Sul, moradores de áreas ribeirinhas continuam enfrentando transtornos causados pela água que permanece acumulada nos quintais. No bairro do Miritizal, a dona de casa Francineide França, de 48 anos, relata preocupação constante com a segurança da família, especialmente das crianças.

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Na residência vivem sete pessoas, incluindo três netos pequenos. Segundo Francineide, a rotina da família mudou completamente desde que a água invadiu o terreno. “Para onde eu vou, levo a criança, porque tenho medo dela cair na água. Se eu vou para a rua, tenho que levar ela. Eu tenho medo de deixar ela”, contou.

Para conseguir entrar e sair de casa, a família precisou improvisar pequenas passarelas de madeira, conhecidas como pinguelas ou trapiches. A água chegou a se aproximar da calçada da residência, mas não chegou a invadir o interior do imóvel. Mesmo assim, o quintal segue alagado, exigindo atenção redobrada.

Além do risco de acidentes, a presença de animais peçonhentos tem aumentado a apreensão dos moradores. Francineide relatou que cobras já apareceram no quintal durante o período de cheia. “Hoje mesmo apareceu uma cobra e um vizinho veio e matou. A gente fica com muito medo, porque é perigoso”, relatou.

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Outro problema enfrentado é o acúmulo de lama, lixo e o mau cheiro deixados pela água. Segundo a moradora, o contato com a água se torna desagradável e exige cuidados constantes. “A água fica fedida, quando a gente entra nela fica com aquele cheiro ruim e precisa se lavar de novo”, disse.

Moradora do bairro do Miritizal há mais de 20 anos, Francineide afirma que, pela experiência, ainda há incerteza sobre o comportamento do rio nos próximos dias. Para ela, a vazante registrada recentemente foi muito rápida. “Ainda não é tempo de vazante mesmo. Geralmente só começa em abril ou maio. Eu acho que ele ainda pode encher mais”, avaliou.

Enquanto o nível do rio não se estabiliza, famílias da região seguem em alerta, convivendo com os transtornos e aguardando a normalização da situação no bairro.

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