Transferências federais representam quase 80% da receita do Acre em 2025
As transferências da União foram a principal fonte de receita do governo do Acre ao longo de 2025, respondendo por quase 80% de toda a arrecadação estadual. Os dados constam na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, publicada na segunda-feira (12) no Diário Oficial do Estado (DOE).
De acordo com os demonstrativos que acompanham a legislação, o Estado arrecadou R$ 13,27 bilhões em receitas correntes durante o exercício financeiro. Desse total, R$ 10,13 bilhões tiveram origem em transferências constitucionais e legais, incluindo repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE), recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), do Fundeb, além de outras transferências obrigatórias da União.
Já as receitas próprias do Acre somaram R$ 3,33 bilhões, provenientes principalmente da arrecadação de impostos, taxas e contribuições de melhoria. Entre os principais tributos responsáveis por esse montante estão o ICMS, o IPVA e o ITCMD.
Outras fontes relevantes de recursos foram as contribuições previdenciárias dos servidores públicos, que totalizaram R$ 1,48 bilhão, e a receita patrimonial, que alcançou R$ 131,6 milhões, oriunda de rendimentos de aplicações financeiras, aluguéis e concessões.
Os números evidenciam que, apesar dos esforços para ampliar a arrecadação própria, o Acre ainda mantém forte dependência das transferências federais para assegurar o funcionamento da máquina pública e a execução das políticas estaduais.