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Acre

Indígenas Kuntanawa denunciam abandono e falta de acesso a serviços básicos no Alto Rio Tejo

Por Redação Juruá 24 horas 05/02/2026 07:57 Atualizado em 05/02/2026 16:25
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A liderança indígena Haru Kuntanawa denunciou a situação de abandono enfrentada pelas famílias do povo Kuntanawa, que vive no território localizado no Alto Rio Tejo, município de Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre. O grupo, pertencente ao tronco linguístico Pano, luta há décadas pela demarcação de seu território e pela proteção de suas terras tradicionais.

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Segundo a denúncia, as comunidades indígenas sofrem com a ausência de serviços essenciais, como energia elétrica, água potável e educação, além de enfrentarem discriminação e preconceito. Documentos com pedidos de providências já foram encaminhados a diversos órgãos competentes, em especial à empresa Energisa, responsável pelo fornecimento de energia na região.

De acordo com as lideranças, o fornecimento de energia tem sido negado à comunidade, o que causa impactos diretos na sobrevivência das famílias. Sem eletricidade, produtos da agricultura tradicional, como açaí, cupuaçu, uvaia, caju e cacau, estão sendo desperdiçados por falta de estrutura para processamento e armazenamento. Pequenos sistemas de energia solar instalados de forma própria pelos moradores não suprem a necessidade de operação de freezers e outros equipamentos básicos.

Outro problema denunciado é a falta de escola dentro do território, o que obriga crianças e jovens a se deslocarem para outras localidades em busca de ensino. A escassez de água potável também preocupa: a água disponível apresenta alto teor de minerais, inadequada para o consumo humano, e a ausência de um poço artesiano agrava ainda mais a situação.

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Para as lideranças Kuntanawa, a implantação de energia limpa e permanente, como sistemas fotovoltaicos, poderia melhorar significativamente as condições de vida, fortalecer a segurança alimentar e garantir o aproveitamento da produção hoje perdida.

A equipe do Juruá24Horas entrou em contato com a Energisa, mas até o momento não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação da empresa.

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