Polícia Civil intensifica ações de combate à violência contra a mulher em Cruzeiro do Sul
Com a proximidade do mês de março, marcado pelas ações voltadas ao Dia Internacional da Mulher, a Polícia Civil do Acre vai intensificar, nos próximos 15 dias, os trabalhos de enfrentamento à violência doméstica e familiar em Cruzeiro do Sul.
A iniciativa faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com foco em dar maior celeridade aos procedimentos que envolvem mulheres vítimas de violência.
De acordo com o delegado Vinícius Almeida, a ação tem como principal objetivo acelerar investigações, cumprir diligências pendentes e dar andamento aos inquéritos já instaurados.
“Recebemos a missão de intensificar as ações para dar maior vazão aos procedimentos em que mulheres foram vítimas de violência doméstica. Vamos concentrar esforços para alcançar o maior número possível de resultados nesse período”, destacou.
Reforço de equipe
Para fortalecer os trabalhos, uma equipe da capital, Rio Branco, será deslocada para Cruzeiro do Sul, onde atuará em conjunto com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e demais setores da unidade local.
Segundo o delegado, o município apresenta índice elevado de ocorrências relacionadas à violência doméstica, com registros frequentes. Além dos casos envolvendo mulheres, a delegacia também atende diversas situações relacionadas a crianças e adolescentes.
“Infelizmente ainda enfrentamos uma questão cultural que precisa ser quebrada. Estamos trabalhando de forma contundente para responsabilizar os autores e conscientizar a sociedade, principalmente os jovens, de que violência contra a mulher ou contra a criança é algo inaceitável”, afirmou.
Importância da denúncia
A Polícia Civil reforça que a denúncia é o primeiro passo para interromper o ciclo da violência. O delegado orienta que vítimas, familiares e vizinhos procurem ajuda imediatamente ao perceberem qualquer situação de agressão ou ameaça.
“A informação precisa chegar às autoridades. Se a polícia não toma conhecimento do fato, não há como agir. A vítima pode acionar a polícia pelo 190, procurar a delegacia e solicitar medidas protetivas. Existem mecanismos legais, como o afastamento do agressor do convívio familiar, que podem evitar situações mais graves”, explicou.
Atendimento especializado
A unidade local conta com equipe especializada para atendimento humanizado às vítimas de violência doméstica e também a crianças. O espaço dispõe de salas reservadas e ambiente adequado para acolhimento.
Nos casos de violência sexual contra crianças, o procedimento de escuta vem sendo realizado diretamente pelo Judiciário, como forma de antecipar a produção de provas e evitar a revitimização.
A Polícia Civil reforça que a participação da sociedade é fundamental para reduzir os índices de violência e garantir proteção às vítimas.