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Acre

Trabalhadores no Acre recebem, em média, R$ 2.794 por mês, diz IBGE

Por Redação Juruá 24 horas 21/02/2026 06:21 Atualizado em 21/02/2026 06:22
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O rendimento real habitual de todos os trabalhos no Acre ficou em R$ 2.794 em 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (20). O valor coloca o estado abaixo da média nacional, que atingiu R$ 3.560 no mesmo período.

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De acordo com o estudo, o Acre aparece na faixa intermediária inferior do ranking nacional de rendimentos. O desempenho do estado fica distante das unidades da federação com maiores médias salariais, como o Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177), e também abaixo de estados da própria região Norte, como Roraima (R$ 3.438) e Rondônia (R$ 3.362).

No recorte regional, o rendimento acreano supera o de alguns estados do Nordeste, como Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394), mas ainda evidencia a desigualdade estrutural entre as unidades da federação.

O rendimento real habitual considera a média do que os trabalhadores efetivamente recebem em seus empregos principais e secundários, já descontada a inflação, o que permite comparar o poder de compra ao longo do tempo e entre diferentes regiões. O indicador é um dos principais termômetros da qualidade do mercado de trabalho, pois não apenas reflete o nível de ocupação, mas também a remuneração média da população ocupada.

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No contexto do Acre, o valor de R$ 2.794 indica um cenário de recuperação frente aos anos mais críticos da pandemia, mas ainda revela desafios relacionados à estrutura produtiva local, marcada por elevada informalidade e menor presença de setores de alta remuneração.

A diferença de R$ 766 em relação à média nacional reforça o descompasso regional na geração de renda e evidencia a necessidade de políticas voltadas à qualificação profissional, diversificação econômica e fortalecimento de empregos formais no estado.

Os dados integram o balanço anual de 2025 da PNAD Contínua, que apontou melhora em indicadores de ocupação no país, mas mantém o debate sobre a qualidade e a remuneração do trabalho nas diferentes regiões brasileiras.

Por Ac24horas 

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