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Acre lidera taxa de feminicídios no país em 2025, aponta relatório nacional

Por Redação Juruá 24 horas 05/03/2026 06:25 Atualizado em 05/03/2026 06:25
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Um levantamento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela que o Acre registrou, em 2025, a maior taxa de feminicídios do Brasil: 3,2 mortes para cada 100 mil mulheres. O estado aparece à frente de Rondônia (2,9) e Mato Grosso do Sul (2,7), conforme o relatório Retrato dos Feminicídios no Brasil, divulgado às vésperas do Dia Internacional da Mulher.

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Em números absolutos, foram 14 mulheres vítimas de feminicídio no Acre em 2025, um aumento significativo em relação a 2024, quando oito casos foram registrados. O crescimento representa alta de 74,3%, uma das maiores variações percentuais do país no período analisado.

Série histórica aponta tendência de alta

O relatório apresenta os seguintes dados para o estado nos últimos anos:

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Além do aumento no número absoluto, a taxa por população feminina praticamente dobrou em um ano — passando de 1,8 por 100 mil mulheres em 2024 para 3,2 em 2025. O índice acreano ficou mais que o dobro da média nacional, que foi de 1,43 por 100 mil mulheres.

Brasil registra mais de 1,5 mil vítimas em 2025

Em todo o país, 1.568 mulheres foram assassinadas por razões de gênero em 2025, crescimento de 4,7% em comparação ao ano anterior. Desde que o feminicídio foi tipificado como crime, em 2015, ao menos 13.703 mulheres perderam a vida em decorrência desse tipo de violência.

Segundo os pesquisadores, parte do aumento pode estar relacionada à melhoria na classificação policial dos casos. No entanto, os dados também indicam avanço real da violência letal contra mulheres, especialmente dentro de ambientes domésticos e relações afetivas.

Medidas protetivas e desafios na proteção

O estudo chama atenção para a fragilidade da rede de proteção. No Acre, 2 das 8 vítimas analisadas em 2025 tinham medida protetiva de urgência ativa, o que representa 25% dos casos — percentual superior à média nacional, de 13,1%.

Para os especialistas, o dado evidencia que, embora fundamentais, as medidas judiciais nem sempre conseguem impedir o desfecho fatal, apontando falhas no monitoramento de agressores e na integração dos serviços de proteção.

Perfil das vítimas e contexto municipal

A análise nacional indica que:

Outro ponto destacado é que municípios com até 100 mil habitantes apresentam taxas mais elevadas de feminicídio (1,7 por 100 mil mulheres) em comparação com cidades médias (1,2) e grandes (1,1). A menor presença de delegacias especializadas, casas-abrigo e centros de atendimento é apontada como fator que dificulta o acesso à proteção institucional.

O relatório reforça a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de prevenção, ampliação da rede de acolhimento e ações integradas entre segurança pública, justiça e assistência social para enfrentar a violência de gênero no estado e no país.

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