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Acre

Delegado da Polícia Civil é condenado por stalking e violência doméstica contra ex-namorada no Acre

Por Redação Juruá 24 horas 12/03/2026 13:34 Atualizado em 12/03/2026 13:34
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O delegado da Polícia Civil Luis Tonini foi condenado a mais de dois anos de prisão pelos crimes de perseguição (stalking) e violência doméstica contra uma agente de polícia com quem manteve relacionamento. A sentença foi proferida no último dia 3 de março, pela Justiça na Comarca de Epitaciolândia.

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Além da pena de reclusão, que deverá ser cumprida inicialmente em regime aberto, a decisão judicial também estabelece o pagamento de indenização de R$ 20 mil por danos morais à vítima. O delegado poderá recorrer da sentença em liberdade. A reportagem não conseguiu contato com o delegado até última atualização.

De acordo com o processo, a perseguição teria ocorrido de forma contínua entre agosto e outubro de 2023. Nesse período, o delegado teria monitorado os deslocamentos da ex-namorada, utilizado terceiros, incluindo uma advogada, para enviar recados e mantido vigilância constante sobre a rotina da vítima, mesmo após a Justiça ter concedido medidas protetivas de urgência.

Monitoramento da vítima

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A decisão judicial aponta que o delegado buscava obter informações sobre a vida pessoal da vítima dentro do ambiente de trabalho. Segundo os autos, ele teria questionado funcionários da delegacia sobre o estado emocional da agente, possíveis relacionamentos e até aspectos de sua aparência.

Em um dos episódios mencionados no processo, Tonini teria enviado diversos áudios a uma auxiliar de limpeza tentando obter informações sobre a aparência da ex-companheira.

Impactos na vítima

Segundo a investigação, a vítima sofreu danos emocionais significativos, sendo diagnosticada com Transtorno de Estresse Pós-Traumático em decorrência das situações relatadas no processo.

Ela precisou passar por tratamento medicamentoso, afastou-se temporariamente do trabalho e mudou de residência e de rotina para tentar preservar sua segurança.

Prisão em flagrante

O histórico do caso também inclui um episódio ocorrido em julho de 2023, quando o delegado foi preso em flagrante após ser acusado de tentar invadir a casa da ex-namorada ao pular o muro da residência.

Na ocasião, Tonini atuava como coordenador da delegacia de Epitaciolândia, mas foi posteriormente transferido para Rio Branco após decisão judicial que o impediu de continuar exercendo suas funções no município onde a vítima residia.

Por A Gazeta do Acre 

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