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Moraes limita articulação política de Bolsonaro na largada eleitoral

Por Redação Juruá 24 horas 25/03/2026 07:35 Atualizado em 25/03/2026 07:35
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A decisão que autorizou a transferência de Jair Bolsonaro (PL) para prisão domiciliar limita a articulação direta do ex-presidente com aliados e políticos na largada para a disputa eleitoral deste ano.

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a suspensão por 90 dias de todas as visitas ao ex-presidente, exceto as da família, advogados e médicos. A medida busca resguardar o ambiente controlado necessário e evitar o risco de sepse e controle de infecções.

Moraes explica em sua decisão que o prazo de 90 de dias de suspensão das visitas correspondente, de acordo com literatura médica, devido às condições mais frágeis do sistema imunológico de idosos, ao processo de recuperação total de pneumonia nos dois pulmões com retorno da força, fôlego e disposição em ambiente controlado.

Os três meses nos quais Bolsonaro ficará impedido de articular diretamente com aliados e políticos corresponde ao pontapé inicial da corrida eleitoral. Neste período, acontece a janela partidária, quando há definição de troca de partidos, e a desincompatibilização dos pré-candidatos.

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O motivo do impedimento de contato entre os dois foi a retomada, no final de 2025, de uma investigação contra Valdemar por participação no plano de golpe de Estado – motivo pelo qual o ex-presidente foi condenado a mais de 27 anos de prisão.

Desde que foi preso preventivamente em agosto do ano passado, Bolsonaro recebeu, em um primeiro momento em sua casa e, depois, na Superintendência da Polícia Federal e na Papudinha, dezenas de autoridades, deputados, senadores e governadores.

Nesses encontros, articulou filiações a seu partido, elaborou a construção de candidaturas para as eleições deste ano e definiu que o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu filho mais velho, seria o seu candidato à Presidência da República.

Flávio e Carlos Bolsonaro (PL) continuarão a exercer a ponte entre o ex-presidente e a classe política nos próximos meses. Os dois, assim como o vereador Jair Renan (PL) podem seguir visitando o pai duas vezes por semana por duas horas.

Por CNN Brasil 

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