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Acre

MPT intensifica combate ao assédio eleitoral em Rondônia e Acre

Por Redação Juruá 24 horas 27/03/2026 14:19 Atualizado em 27/03/2026 14:20
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O Ministério Público do Trabalho em Rondônia e Acre (MPT-14) intensificou as ações de enfrentamento ao assédio eleitoral no ambiente de trabalho. A prática é considerada ilegal por violar direitos fundamentais e comprometer a liberdade de voto de trabalhadores.

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Na Procuradoria do Trabalho no Município de Rio Branco, já estão em andamento alinhamentos internos para garantir atuação coordenada durante o período eleitoral nos dois estados.

Como parte das ações, a procuradora do Trabalho Marielle Rissanne Guerra Viana e o chefe do 1º Ofício da unidade, André de Oliveira Casas, participaram de reunião com o Ministério Público do Estado do Acre. O encontro contou com a presença do coordenador do Centro de Apoio Operacional Eleitoral, Teotônio Rodrigues Soares Júnior.

Durante a reunião, foram discutidas estratégias para fortalecer o diálogo entre as instituições e ampliar a cooperação para ações conjuntas no próximo pleito, com foco no combate ao assédio eleitoral. Também ficou definida a realização de um encontro com promotores eleitorais no Acre para ampliar medidas de prevenção.

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Dados do Painel de Assédio Eleitoral do MPT mostram que, no primeiro turno das eleições municipais de 2024, foram registradas 52 denúncias nos dois estados, sendo 33 no Acre e 19 em Rondônia. Do total, 46 não apresentaram repetição.

Em Rondônia, Porto Velho concentrou 10 denúncias, seguido por Ji-Paraná, com 9 registros. Atualmente, há 44 procedimentos ativos nos dois estados.

No Acre, a atuação do MPT incluiu o ajuizamento de ação para garantir que servidores públicos exercessem o direito ao voto sem interferência. Também foram expedidas recomendações a partidos políticos, órgãos públicos e empresa prestadora de serviços ao Estado para prevenir coação, discriminação e assédio eleitoral.

Em nível nacional, até 6 de outubro de 2024, o painel do MPT registrou 737 denúncias, sendo 614 sem repetição. São Paulo liderou o número de casos, seguido por Bahia, Piauí e Rio de Janeiro. No período, o órgão expediu 351 recomendações, ajuizou 25 ações e firmou 37 Termos de Ajuste de Conduta.

O MPT reforça que denúncias de assédio eleitoral podem ser feitas por trabalhadores, com garantia de sigilo e adoção das medidas necessárias para proteção dos direitos no ambiente de trabalho.

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