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Mais de 400 canários-da-terra resgatados do tráfico são repatriados para a Venezuela

Por Redação Juruá 24 horas 20/04/2026 17:18 Atualizado em 20/04/2026 17:18
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Uma operação conjunta entre autoridades brasileiras e venezuelanas resultou, no último dia 15, na repatriação de 440 canários-da-terra-verdadeiro (Sicalis flaveola). As aves, vítimas de tráfico e comércio ilegal, foram entregues na fronteira entre os dois países, em Pacaraima, no Norte de Roraima. Os animais haviam sido resgatados pela Polícia Federal em fevereiro deste ano e estavam sob cuidados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

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Após o resgate, os pássaros foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Boa Vista. No local, o grupo passou por um processo de triagem, avaliação clínica e monitoramento constante. A análise técnica foi fundamental para identificar a origem das aves e garantir que estivessem aptas para o transporte de retorno ao habitat natural.

De acordo com Érika Santos, analista ambiental do Cetas em Roraima, a espécie repatriada não é nativa da região amazônica. Trata-se de uma subespécie típica da bacia do Rio Orinoco, na Venezuela.

“Há canários de fato em boa parte do Brasil, mas nem todos os canários são da mesma espécie. Às vezes, um animal pode ser natural em um ambiente, mas ser exótico em outro”, explicou a analista.

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Canário-da-terra é uma das espécies silvestres mais traficadas no Brasil. Foto: Reprodução/Blog Petz

A presença desses animais em áreas como Boa Vista é atribuída à ação humana. Por não pertencerem à fauna local, esses canários são classificados como espécies exóticas e potencialmente invasoras, o que representa um risco ao equilíbrio ambiental da Amazônia caso fossem soltos em território brasileiro.

A repatriação foi definida pelo Ibama como a medida mais adequada para preservar a integridade biológica das populações nativas. A logística de transporte seguiu protocolos rígidos para assegurar o bem-estar das aves até a entrega oficial às autoridades venezuelanas.

O canário-da-terra figura entre as espécies da fauna silvestre mais visadas pelo tráfico no Brasil. Além do comércio ilegal como aves de estimação, os animais são frequentemente destinados a rinhas, prática considerada crime ambiental. A ação faz parte de uma estratégia contínua de combate ao tráfico transfronteiriço de animais na região Norte.

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