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Acre

Operação no Acre que prendeu mais de 40 pessoas resulta na captura de líder do CV no Rio

Por Redação Juruá 24 horas 20/04/2026 08:46 Atualizado em 20/04/2026 08:46
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Um dos principais nomes do Comando Vermelho (CV) no Acre foi preso na última sexta-feira, 17, no Rio de Janeiro. Antônio Menezes de Castro, conhecido como “Classe A” ou “Tintina”, foi localizado por policiais civis no bairro da Penha, após meses sendo monitorado pelas forças de segurança.

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Considerado o “número 2” da facção no estado, ele era um dos principais alvos da operação “Casa Maior”, deflagrada pela Polícia Civil do Acre em janeiro de 2026. Na ocasião, conseguiu escapar da ação, mas permaneceu sob investigação.

Papel na facção

De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o suspeito era responsável pela chamada “caixinha” do Comando Vermelho no Acre, atuando no controle financeiro da organização criminosa. Ele estaria na capital fluminense para prestar contas às lideranças da facção.

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As investigações indicam que, para evitar ser localizado, Antônio Menezes percorreu um trajeto interestadual de carro, realizando diversas trocas de veículos ao longo do caminho.

No momento da abordagem, ele foi flagrado com documento falso. Segundo a polícia, o investigado possui histórico criminal com registros por furto, roubo, tráfico de drogas e homicídio.

Operação Casa Maior

A prisão está ligada à operação “Casa Maior”, considerada uma das maiores já realizadas no Acre. A ação ocorreu de forma simultânea em Rio Branco, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, com o cumprimento de mais de 100 ordens judiciais.

Foram expedidos 62 mandados de prisão preventiva e 39 de busca e apreensão, resultando na prisão de mais de 40 pessoas, além da apreensão de dinheiro, arma de fogo, munições e veículos, e bloqueio de contas bancárias utilizadas pelo grupo.

Integração entre polícias

O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin, destacou que a prisão foi resultado da atuação conjunta entre as forças de segurança.

“Essa prisão representa um duro golpe contra o crime organizado no Acre. Mesmo após conseguir fugir da Operação Casa Maior, nossas equipes continuaram trabalhando de forma integrada com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, compartilhando informações de inteligência”, afirmou.

Segundo ele, a captura reforça a atuação das forças de segurança no enfrentamento às organizações criminosas.

A GAZETA DO ACRE

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