União aprova zoneamento de risco para cultivo de arroz no Acre na safra 2026/2027
O Ministério da Agricultura e Pecuária aprovou o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para o cultivo de arroz de sequeiro no Acre, referente à safra 2026/2027. A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União.
O zoneamento tem como principal objetivo orientar os produtores rurais sobre os períodos mais adequados para o plantio, reduzindo os riscos causados por fatores climáticos e aumentando a segurança da produção no estado.
De acordo com o documento, o cultivo do arroz foi analisado com base em níveis de risco climático de 20%, 30% e 40%, levando em consideração fatores como disponibilidade de água no solo, temperatura e condições gerais do clima ao longo do ciclo da cultura.
O estudo aponta que o arroz é altamente sensível à falta de água, especialmente nas fases iniciais de desenvolvimento e na floração, períodos em que a demanda hídrica é maior e o risco de perda de produtividade aumenta.
Além disso, o zoneamento estabelece as temperaturas ideais para o desenvolvimento da cultura, que variam entre 20°C e 35°C. Valores fora dessa faixa podem comprometer a formação dos grãos e reduzir a produção.
A portaria também define critérios para os tipos de solo mais adequados ao plantio, classificados como arenoso, médio e argiloso, além de indicar áreas onde o cultivo não é recomendado, como regiões de preservação permanente.
Outro ponto importante é a definição dos períodos de semeadura, organizados em intervalos ao longo do ano, permitindo que o produtor identifique as janelas mais seguras para o plantio.
O documento ainda traz orientações sobre cultivares indicadas por instituições de pesquisa, como a Embrapa, e reforça a importância do uso de sementes certificadas e boas práticas de manejo.
Com a atualização do zoneamento, o governo busca dar mais segurança ao produtor acreano diante das variações climáticas, contribuindo para melhorar a produtividade e reduzir prejuízos no campo.