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Acre

Ataque em escola no Acre: veja o que já foi confirmado e o que ainda é investigado

Por Redação Juruá 24 horas 07/05/2026 06:47 Atualizado em 07/05/2026 06:47
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O ataque a tiros registrado no Instituto São José, em Rio Branco, continua sendo investigado pelas autoridades acreanas e já é considerado o caso mais letal de violência escolar no Brasil em 2026. O atentado deixou duas funcionárias mortas e outras pessoas feridas, provocando forte comoção em todo o estado.  

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As investigações confirmaram que o autor dos disparos é um adolescente de 13 anos, aluno da própria instituição. Após o crime, ele deixou a escola e se apresentou espontaneamente no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, onde confessou participação no ataque.  

As vítimas fatais foram identificadas como Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37 anos. Segundo testemunhas, as duas tentaram impedir a ação do adolescente e proteger estudantes e funcionários da escola, mas acabaram atingidas pelos disparos.  

A arma usada no atentado foi uma pistola calibre .380 pertencente ao padrasto do adolescente, o advogado Ruan de Mesquita Amorim, que possui registro como CAC (Caçador, Atirador e Colecionador). A Polícia Civil investiga se houve falha na guarda da arma de fogo.  

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De acordo com as autoridades, o caso será dividido em dois inquéritos: um voltado ao ato infracional cometido pelo adolescente e outro para apurar a responsabilidade do padrasto em relação ao acesso ao armamento.  

Entre os pontos que ainda seguem sob investigação estão a motivação do ataque, a possível influência de terceiros e relatos de que outros estudantes poderiam ter conhecimento prévio do plano. A governadora Mailza Assis afirmou que existem indícios de que o adolescente “não agiu sozinho”, hipótese que está sendo analisada pelas forças de segurança.  

O atentado também reacendeu discussões sobre violência no ambiente escolar. Dados divulgados pelo Ministério da Educação mostram que o Acre já aparecia em relatórios nacionais relacionados a ameaças, episódios violentos e sensação de insegurança nas escolas antes do caso ocorrido em Rio Branco.  

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