Cafeicultura familiar coloca Acre entre os estados com maior presença de pequenos produtores do país
O Acre vem se consolidando como um dos estados com maior participação da agricultura familiar na produção de café no Brasil. Dados divulgados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) revelam que 83% dos cafeicultores acreanos trabalham em propriedades com menos de 20 hectares, colocando o estado entre os maiores índices nacionais de pequenos produtores no setor.
O levantamento faz parte da Pesquisa Nacional de Segmentação dos Produtores de Café, realizada em 14 estados brasileiros com mais de mil entrevistados. Em todo o país, os pequenos produtores representam pouco mais da metade da cafeicultura nacional, mas no Acre esse perfil é ainda mais predominante, reforçando a força da produção familiar no campo.
Além da presença marcante dos pequenos agricultores, a pesquisa destaca o crescimento da produção de cafés especiais. Mais da metade dos produtores entrevistados afirmou investir em grãos de alta qualidade, mercado que vem ganhando espaço e valorização tanto no Brasil quanto no exterior.
O estudo também aponta um avanço na busca por certificações socioambientais e selos de qualidade, considerados importantes para ampliar a competitividade e facilitar o acesso a novos mercados consumidores. Parte dos produtores já possui certificação, enquanto outros demonstram interesse em aderir aos programas de sustentabilidade.
Outro aspecto destacado pela pesquisa é o perfil dos cafeicultores brasileiros. A maioria é formada por homens com ampla experiência na atividade, embora a participação feminina venha crescendo no setor. A geração entre 41 e 56 anos lidera atualmente a produção cafeeira no país.
No Acre, a cafeicultura tem se fortalecido nos últimos anos, principalmente em municípios do interior, onde o cultivo do café se tornou alternativa de renda e desenvolvimento para centenas de famílias rurais.