Cobertura vacinal contra poliomielite cresce no Acre, mas estado ainda não alcança meta ideal
O Acre registrou avanço na cobertura vacinal contra a poliomielite nos últimos anos, porém ainda segue abaixo da meta considerada ideal pelo Ministério da Saúde. Dados divulgados pelas autoridades de saúde apontam que o estado ampliou o número de crianças imunizadas, mas a cobertura permanece distante dos 95% recomendados para evitar o risco de reintrodução da doença no país.
Segundo o levantamento, a vacinação contra a pólio no Acre apresentou crescimento em comparação aos índices registrados durante o período pós-pandemia, quando houve forte queda na procura pelas vacinas infantis em todo o Brasil. Apesar da melhora, especialistas alertam que o percentual atual ainda preocupa devido ao risco de circulação do vírus em regiões com baixa cobertura.
A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença grave e contagiosa causada por vírus, podendo provocar sequelas permanentes e até morte. O Brasil está livre da circulação do poliovírus há décadas, mas o Ministério da Saúde mantém campanhas permanentes de vacinação para evitar novos casos.
Autoridades de saúde atribuem a baixa cobertura vacinal a fatores como desinformação, dificuldade de acesso em áreas mais isoladas e redução da procura espontânea pelos imunizantes. No Acre, equipes de saúde vêm intensificando ações de busca ativa, campanhas educativas e vacinação em escolas para ampliar a proteção das crianças.
A orientação é que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação atualizada e procurem as unidades básicas de saúde para verificar se há doses em atraso. A vacina contra a poliomielite é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).