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Acre

Mais de 37 mil trabalhadores do Acre seriam beneficiados com fim da escala 6×1

Por Redação Juruá 24 horas 25/05/2026 07:54 Atualizado em 25/05/2026 07:55
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Mais de 37 mil trabalhadores acreanos seriam diretamente beneficiados caso seja aprovada a proposta que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil. Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontam que 37.544 pessoas no Acre trabalham atualmente nesse modelo de jornada e passariam a atuar na escala 5×2, com dois dias de descanso semanal.

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O levantamento mostra ainda que o estado possui 63.312 trabalhadores já inseridos na escala 5×2, o equivalente a 62,77% do total identificado. Outros 37,23% seguem submetidos ao regime 6×1, no qual o trabalhador tem apenas um dia de folga por semana.

O fim da escala 6×1 é tratado como pauta prioritária pelo Governo Federal. No dia 13 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional, com urgência constitucional, um projeto de lei que reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe redução salarial.

Segundo o governo, a proposta busca ampliar o tempo destinado à família, lazer, cultura e descanso, além de gerar impactos positivos na produtividade.

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Além da mudança na escala de trabalho, os dados do MTE mostram que 90.490 trabalhadores no Acre seriam alcançados pela redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. A medida atingiria profissionais de diversos setores econômicos, principalmente comércio, serviços, indústria e logística.

Em todo o país, o levantamento identificou a jornada de trabalho de 44,7 milhões de pessoas. Desse total, cerca de 14,9 milhões ainda trabalham na escala 6×1 e seriam diretamente beneficiados pela mudança para o modelo 5×2.

Os números também mostram que 38,6 milhões de trabalhadores brasileiros cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais. Entre eles, 37,2 milhões trabalham atualmente 44 horas por semana.

Regionalmente, o Sudeste concentra o maior número de trabalhadores submetidos à escala 6×1, com 7 milhões de pessoas. Na sequência aparecem Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte.

Entre os estados, São Paulo lidera o ranking nacional, com 4,28 milhões de trabalhadores atuando nesse modelo de jornada, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná.

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