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Acre

Maria das Vitórias destaca importância da preservação da história de Cruzeiro do Sul

Por Redação Juruá 24 horas 21/05/2026 10:19 Atualizado em 21/05/2026 10:19
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Durante visita a um espaço cultural em Cruzeiro do Sul, a ex-primeira-dama, ex-deputada estadual e fundadora da Emater no Acre, Maria das Vitórias Soares de Medeiros, destacou a importância de preservar a história da cidade e valorizar as pessoas que contribuíram para o desenvolvimento da região.

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Ao falar sobre a participação das escolas nas atividades culturais, dona Vitória ressaltou que os jovens precisam conhecer a trajetória de quem ajudou a construir Cruzeiro do Sul.

“Vocês jovens precisam conhecer a nossa história. Nada foi feito num passo de mágica. Todos que aqui passaram deram sua contribuição”, afirmou.

Maria das Vitórias lembrou que chegou à cidade em 1973 e que, mesmo durante o período em que o marido exerceu o cargo de prefeito, sempre buscou desenvolver trabalhos sociais próprios, especialmente voltados às comunidades mais carentes.

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Entre as ações que mais marcaram sua trajetória, ela destacou a campanha de registro civil realizada no fim da década de 1970. Segundo ela, durante uma campanha política, percebeu que muitas pessoas não possuíam documentação e, por isso, não conseguiam votar ou acessar direitos básicos.

A partir dessa realidade, articulou junto à Legião Brasileira de Assistência (LBA) uma campanha que inicialmente autorizou 300 registros civis gratuitos em Cruzeiro do Sul. A procura foi tão grande que o projeto precisou ser ampliado diversas vezes.

“Quando fui ver, em dois anos, já tinham sido feitos 24 mil registros. A LBA Nacional veio a Cruzeiro do Sul só para fiscalizar os livros porque não acreditavam”, contou.

Ela afirmou que esse trabalho é um dos maiores orgulhos de sua vida pública e social.

“Sei que ajudei muita gente que não tinha seu registro porque não podia pagar”, disse.

Ao final da entrevista, Maria das Vitórias reforçou a importância de aproximar a juventude da história local e relembrou também sua atuação como funcionária da Emater, realizando atendimentos a comunidades ribeirinhas do Vale do Juruá.

“Tenho a consciência do dever cumprido”, concluiu.

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