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Oposição articula retardar avanço da PEC da escala 6×1 no Senado

Por Redação Juruá 24 horas 11/05/2026 06:57 Atualizado em 11/05/2026 06:58
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A oposição no Senado articula retardar, na Casa, a tramitação da PEC da escala 6×1. Dois caminhos nesse sentido estão sendo debatidos. O principal é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), interceda diretamente com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para que a PEC avance ao longo do mês de junho.

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Com isso, abriria espaço para que ela só chegue ao Senado entre junho e julho e comece a tramitar de fato na Casa apenas a partir de agosto.

Como junho tende a ser um mês com poucas votações em razão da Copa do Mundo, das convenções partidárias e das festas juninas, o objetivo é tentar atrasar a tramitação e jogar sua votação final para depois das eleições e, a depender do resultado da eleição presidencial, fazer com que o debate entre mesmo em discussão a partir de 2027.

Segundo senadores da oposição com quem a CNN Brasil conversou, Alcolumbre já teve uma conversa nesse sentido com Hugo Motta, que teria dito ter compromisso com o Palácio do Planalto para acelerar a votação e finalizá-la em plenário ainda em maio. O presidente do Senado sinalizou na semana passada à oposição que tentaria ter uma nova conversa sobre o assunto com Motta.

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A oposição tenta aproveitar o momento de distanciamento entre Alcolumbre e o Planalto após a rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal para emplacar sua agenda.

No Senado, a celeridade com que Motta trata o assunto é atribuída ao acordo político entre o presidente da Câmara e o presidente Lula para que o pai de Motta, Nabor, tenha o apoio do petista na eleição ao Senado pela Paraíba.

Senadores avaliam que é difícil votar contra a PEC, mas dizem ser possível tentar jogar a votação final para depois da eleição como forma de retardar a implementação e até mesmo sua aprovação.

Um segundo caminho seria receber a PEC no Senado a partir do calendário previsto por Hugo Motta, no começo de junho, mas tentar atrasar sua tramitação.

Essa estratégia é vista com maior ceticismo porque, uma vez no Senado, seria a Comissão de Constituição e Justiça a primeira a dar encaminhamento a ela. O colegiado é presidido por Otto Alencar (PSD-BA), aliado do Planalto.

Por CNN Brasil 

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