Oposição e empresários se mobilizam para retardar PEC do 6×1 no Senado
Parlamentares da oposição e representantes do setor empresarial intensificaram as articulações no Senado para tentar retardar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. A estratégia é adiar a votação da proposta e ampliar o debate sobre possíveis impactos econômicos da medida.
Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (27), a oposição avalia utilizar mecanismos regimentais para atrasar o andamento da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e também no plenário do Senado. Entre as alternativas discutidas está a apresentação de emendas ao texto, o que obrigaria a proposta a retornar para análise da comissão.
A proposta prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, além da adoção da escala 5×2, garantindo dois dias de descanso semanal sem redução salarial. O texto já avança na Câmara dos Deputados e conta com apoio do governo federal.
Representantes do setor produtivo afirmam que a mudança pode aumentar custos para empresas e afetar a competitividade econômica. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, defendeu que o tema seja debatido com mais profundidade antes da votação definitiva.
Nos bastidores políticos, aliados do governo trabalham para acelerar a aprovação da PEC ainda neste ano, enquanto a oposição tenta empurrar a discussão para depois das eleições. A expectativa é de que o tema provoque intensos debates no Congresso Nacional nas próximas semanas.