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Acre

Primeiro caso de moko da bananeira é confirmado no Acre e mobiliza força-tarefa sanitária em Feijó

Por Redação Juruá 24 horas 25/05/2026 16:41 Atualizado em 25/05/2026 16:42
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Uma das doenças mais agressivas da bananicultura acendeu o alerta no Acre após a confirmação do primeiro caso de moko da bananeira no município de Feijó. A ocorrência foi registrada na comunidade Seringal Nova Sorte, às margens do Rio Envira, e confirmada pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf).

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A confirmação ocorreu após análise realizada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária. A doença é causada pela bactéria Ralstonia solanacearum raça 2 e pode comprometer plantações inteiras de banana, causando prejuízos aos produtores rurais e à agricultura familiar.

Entre os principais sintomas estão o amarelecimento das folhas, murcha das plantas e apodrecimento dos frutos em diferentes variedades da banana.

Após a confirmação do foco, o Idaf iniciou uma força-tarefa emergencial na região para tentar conter o avanço da doença. Equipes técnicas passaram a realizar monitoramento intensivo, eliminação das plantas infectadas e orientação sanitária aos agricultores da comunidade.

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Os trabalhos incluem deslocamentos por áreas de difícil acesso, com viagens pelo Rio Envira para alcançar as propriedades rurais atingidas.

Além da área onde o caso foi identificado, o instituto também iniciou monitoramento em um raio de cinco quilômetros para verificar a existência de novos focos da bactéria.

O produtor rural Antônio Osmildo relatou que percebeu a morte gradual das plantas há cerca de um ano antes de procurar apoio técnico.

Segundo ele, as bananeiras não estavam se desenvolvendo normalmente, o que levou à busca por orientação junto à unidade do Idaf em Feijó.

Até o momento, não há confirmação sobre como a bactéria chegou à comunidade. De acordo com o Idaf, a disseminação pode ocorrer por ferramentas contaminadas, solo infectado, contato entre raízes, água e até insetos.

A coordenadora estadual do Programa de Sanidade da Bananicultura, Malena Lima, destacou que a rapidez na notificação foi essencial para identificar o problema e iniciar as medidas de contenção.

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