Professor afastado por acusação de assédio tem caso arquivado e diz não ter condições emocionais de retornar à sala de aula
Um professor de educação física da rede municipal de ensino de Marechal Thaumaturgo procurou a redação do Juruá 24 Horas para relatar os impactos emocionais causados pelo afastamento de suas atividades após uma acusação de assédio envolvendo uma aluna da Escola Justiniano de Serpa.
Segundo o educador, ele foi afastado de forma imediata pela Secretaria Municipal de Educação após o surgimento da denúncia e permaneceu cerca de 60 dias longe da escola enquanto o caso era investigado. Durante o período, afirma não ter recebido acompanhamento psicológico ou apoio emocional por parte da secretaria.
O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi arquivado no último dia 20 de maio. O delegado responsável pelo caso, Marcílio Laurentino, confirmou o arquivamento da investigação e informou que, durante os depoimentos, a própria adolescente afirmou que o professor sempre a tratou com respeito e que não havia nada que desabonasse a conduta dele.
Após o arquivamento, a Secretaria Municipal de Educação determinou o retorno imediato do professor às atividades. No entanto, o educador afirma não ter condições psicológicas para voltar à sala de aula.
“Fiquei quase dois meses afastado, sendo apontado e sofrendo emocionalmente. Agora querem que eu volte normalmente, mas meu psicológico não está bem”, relatou o professor.
O jornal entrou em contato com o secretário de Educação, mas não teve retorno.