“Vou ter que voltar pra casa”, diz trabalhadora afetada pela interdição da travessia entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves
A interdição temporária da travessia por balsa entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves já começa a impactar diretamente a rotina de trabalhadores que dependem diariamente do acesso pelo Rio Juruá.
A cabeleireira, manicure e pedicure Rosa Maria Pereira da Silva, que trabalha há cerca de 20 anos em Rodrigues Alves, contou que faz a travessia praticamente todos os dias e lamentou não poder trabalhar por conta da suspensão do porto devido ao desbarrancamento da margem do rio.
Segundo ela, os problemas no local não são recentes. Rosa relatou que já sofreu um acidente na área da travessia, chegando a quebrar a mão após uma queda, ficando semanas sem trabalhar.
Com a interdição prevista por quatro dias, muitos moradores agora precisam enfrentar um percurso alternativo de quase 50 quilômetros para conseguir chegar ao município vizinho. No entanto, Rosa afirma que não pretende fazer o trajeto por considerar a distância muito grande.
“Não tem como eu encarar, é muito longe. Vou ter que voltar pra casa”, desabafou a trabalhadora.